Festival de Curitiba consolida papel como motor econômico e social da cultura na capital paranaense
Evento transforma a capital em um polo de negócios culturais, integrando desenvolvimento econômico e social à experiência artística
– A nova edição do Festival de Curitiba vem aí e o evento se consolida como uma das maiores iniciativas de artes cênicas da América Latina, exercendo também um papel fundamental no desenvolvimento econômico, turístico e social da capital paranaense. Mais do que uma vitrine artística e cultural de relevância nacional, funciona como um motor estratégico da economia criativa, projetando a cidade internacionalmente e gerando impactos profundos em diversos setores produtivos, da infraestrutura técnica à gastronomia e à hospitalidade.
A movimentação financeira gerada no período do festival vem superando as metas iniciais de setores impactados. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas – Abrabar, enquanto se estimava um impacto inicial de R$ 20 milhões na última edição, o resultado real superou a marca de R$ 50 milhões. O presidente da entidade, Fábio Aguayo, destaca que o fluxo de mais de 200 mil pessoas registrado pela organização do evento em 2025, impulsiona não apenas a rede hoteleira tradicional — que registrou 70% de ocupação, mas também as plataformas de locação por temporada, que cresceram entre 20% e 30%. “Nossos setores crescem muito com isso. Toda a cadeia é movimentada, gerando emprego, renda e tributos para a cidade”, afirma Aguayo.
Para a gestão municipal, o Festival de Curitiba é um pilar estratégico da identidade e do desenvolvimento curitibano. O prefeito Eduardo Pimentel reforça a satisfação em sediar um evento desta magnitude, que considera um indutor de progresso econômico e social. “Curitiba tem muito orgulho de sediar o maior festival de teatro da América Latina. O festival enche a cidade com arte e gera um impacto enorme, movimentando a economia, gerando emprego, renda, conexões e oportunidades de negócios”, destaca o mandatário.
No centro dessa engrenagem estão os profissionais da cultura, cuja mão de obra é intensamente mobilizada. O produtor cultural Gilmar Kaminski aponta que cada espetáculo pode envolver entre 15 e 25 profissionais, contando elenco, técnicos e equipes de criação. “É inegável que o festival amplia oportunidades, por ser um momento em que podemos mostrar nosso trabalho para diferentes públicos, pessoas de outras regiões do país, além de curadores e programadores nacionais e internacionais.”
Economia criativa
Essa visão de fortalecimento do setor é compartilhada pelo também produtor e diretor Roddrigo Fôrnos, que ressalta a potência da economia criativa na geração de renda direta e indireta para o município e a região. “É incrível como o setor da cultura é potente. Há uma geração de renda para técnicos e fornecedores; o profissional que constrói o cenário no barracão é o mesmo que atua na montagem técnica no teatro”, conta Fôrnos.
O festival também funciona como uma plataforma estratégica para a internacionalização e circulação da arte local. As Rodadas de Conexões e encontros com curadores nacionais e internacionais têm se mostrado ferramentas efetivas para a profissionalização do setor e a abertura de novos mercados. Para os produtores locais, a visibilidade do evento funciona como uma vitrine que atrai a imprensa nacional e gera oportunidades de contratos futuros, permitindo que grupos paranaenses circulem por festivais em todo o país.
“A força do evento reside na integração de toda a cadeia produtiva, que beneficia desde o setor de serviços e turismo até os prestadores de serviços técnicos especializados. O impacto social é igualmente relevante na formação de novos públicos, garantindo teatros com plateias cheias e ampliando o acesso à cultura”, explica Fabíula Passini, diretora do Festival. Ela acrescenta que o evento não apenas movimenta a cidade temporariamente, mas fortalece a rede de fornecedores e profissionais, consolidando Curitiba como um polo de referência em economia criativa.
“Ao conectar arte, público e negócios, o Festival de Curitiba reafirma sua posição como um catalisador de desenvolvimento sustentável. O evento prova que o investimento na cultura reverbera em toda a sociedade, transformando a capital em um cenário vibrante de oportunidades de negócios que conecta talentos locais a grandes redes de mercado, promovendo uma integração única entre a economia e a experiência humana”, acrescenta Dado Borell, diretor comercial do evento.


