85% das ações judiciais contra construtoras envolvem fachadas

85% das ações judiciais contra construtoras envolvem fachadas

Tecnologia pode reduzir esse índice a zero

Face mais visível de uma construção, as fachadas exigem cuidados importantes em sua gestão. Segundo dados do Sinduscon PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná), os problemas com as fachadas estão entre as ocorrências mais frequentes no pós-obra, especialmente por infiltrações, fissuras, falhas de vedação, destacamento de revestimentos, manchas e eflorescências, problemas decorrentes de movimentações térmicas e degradação por ausência de manutenção.

“As maiores patologias de fachadas são de projeto, de execução, dos materiais utilizados e, principalmente, da manutenção, seja por ausência ou por inadequação”, informa Fábio Giamundo, VP de Inovação do Sinduscon PR, que, junto com as demais entidades do setor, elabora e distribui manuais para nortear o trabalho de construção, todos alinhados às diretrizes e normas da ABNT.

Para dar garantia e segurança a um projeto de construção, a Daher Tecnologia, uma das principais empresas nacionais do setor, segue todas normas determinadas e emprega as melhores e mais inovadoras tecnologias na projeção, execução e manutenção de fachadas. A empresa curitibana é a principal parceira dos grandes projetos dos maiores players do mercado, como Embraed, Thá, Swell, Dallo, Plaenge, Hugo Peretti, GT Home, entre outras.

Diferencial da Daher

Dentro de todo o processo integrado (projeto + execução + gestão tecnológica), a atuação da Daher vai muito além do tradicional escopo de um PRF. A empresa realiza um completo Estudo de Desempenho de Fachada, englobando análises preditivas complexas, projetos de alta precisão e validações práticas que blindam a edificação contra patologias e degradação antecipada dos materiais.

O trabalho da empresa tem início com o Projeto de Revestimento de Fachada (PRF), que utiliza modelagem avançada pelo Método dos Elementos Finitos, para mapear as tensões na argamassa. Isso permite a colocação milimétrica de juntas de movimentação e telas de reforço apenas onde é estritamente necessário, gerando economia inteligente para uma obra.

“Ao longo de milhões de metros quadrados de fachadas já realizados em 33 anos de atuação no mercado, nosso índice de manifestações patológicas é praticamente zero. Esse histórico de sucesso e alta durabilidade assegura o Selo Daher de Qualidade, chancelando de forma definitiva que o empreendimento manterá sua integridade ao longo dos anos e jamais sofrerá desvalorização imobiliária por aspectos visuais ou patológicos”, afirma o diretor e fundador da empresa, César Daher.

Antes da execução, realiza-se o mapeamento de espessuras por meio de escaneamento laser (nuvem de pontos de altíssima precisão) e estudo do projeto, avaliando rigorosamente a resistência de aderência à tração, aplicabilidade da argamassa, além das orientações e treinamentos de execução para os empreiteiros que irão fazer o trabalho.

“Um dos grandes diferenciais da Daher é a inclusão fundamental de cal hidratada na dosagem ideal. Isso evita a formação de argamassas puramente rígidas (sem cal), que possuem módulos de elasticidade elevados e costumam falhar inevitavelmente após oito, dez anos, quando se completa a deformação lenta do concreto, criando uma série de tensões nas paredes externas e ocasionando o descolamento de grandes placas do revestimento”, destaca César Daher.

Tradição em inovar

Ao longo de sua trajetória, a Daher Engenharia foi responsável pela introdução de importantes inovações tecnológicas em sistemas de fachadas no Brasil. Entre elas, destaca-se o desenvolvimento do emblemático “Projeto Argamassa”, no início dos anos 1990, criado para

atender às demandas dos edifícios Rio Missouri e Rio Mississippi, empreendimentos da Thá em Curitiba.

Desenvolvido ao longo de aproximadamente três anos, o projeto envolveu a criação de equipamentos próprios para ensaios e a realização de milhares de testes laboratoriais. Como resultado, a Daher estabeleceu formulações de dosagens racionais, baseadas nas características dos materiais empregados, definindo com precisão as proporções ideais de cimento, cal, areia e água. A inovação contribuiu para determinar módulos mais compatíveis com as estruturas e reduzir patologias, tornando-se uma referência para a engenharia de fachadas no país.

Em 1996, a Daher foi a pioneira em desenvolver a argamassa estabilizada em Curitiba e no Brasil, com grande sucesso e a melhor performance. Já em 2002, no edifício Victor’s Tower, também em Curitiba, a Daher introduziu uma tecnologia pioneira de assentamento de granito fixado com argamassa colante de alto desempenho, lançando os conceitos de dupla colagem e grampos de fixação mecânica

“Mais recentemente, essa expertise de assentamento foi levada para Balneário Camboriú (SC), no Yachthouse Residence Club (o residencial mais alto do país) e no Epic Tower (com sua emblemática fachada curva), nos quais a Daher realizou o escaneamento laser completo das estruturas para o perfeito projeto de engenharia das esquadrias e fachadas de vidro. Para todos esses gigantes, foram conduzidas auditorias rigorosas de verticalidade, prumo, nivelamento e controle de dosagem”, acrescenta Fabiola Daher, gestora de cultura e inovação da empresa.

A Daher consolidou ainda o uso de ferramentas de diagnóstico de última geração internacional na construção civil: o GPR (Ground Penetrating Radar), para escaneamento profundo de estruturas e mapeamento de armaduras; a Termografia Infravermelha, para captar descolamentos invisíveis a olho nu por diferencial de temperatura; e o ultrassom Pundit Lab +, para medição exata da profundidade de fissuras e determinação do módulo de deformação.

Manutenção e prevenção

Após a construção da fachada, o desafio é realizar a manutenção e a prevenção para evitar a degradação dos materiais. As dificuldades aumentam com o clima, principalmente em cidades como Curitiba, com seu clima frio.

As fachadas sofrem severa degradação devido à radiação solar combinada à alta amplitude térmica, que causam fissuras por variações dimensionais, ao ciclo de sol em também à chuva, que provoca variação volumétrica e lixiviação. Atmosferas com alta umidade relativa também aceleram a biodegradação por fungos e bolores.

“O descolamento do revestimento é a manifestação patológica mais grave. Estatisticamente, problemas em revestimentos representam 85% dos processos judiciais contra engenheiros e construtoras”, afirma Cesar Daher. Segundo ele, esses problemas originam-se principalmente de falhas congênitas (40% por erros de concepção ou desrespeito às normas) e construtivas (35% devido à mão de obra despreparada ou falta de lavagem prévia do substrato). As consequências envolvem infiltrações e sérios comprometimentos estruturais.

A prevenção é consolidada através de uma rígida gestão tecnológica de três pilares: reparo adequado da base, com substrato firme, sem furos e completamente limpo através da lavagem da fachada antes do chapisco; respeito aos tempos construtivos; e monitoramento preditivo, com acompanhamento periódico com ensaios não destrutivos (termografia infravermelha, ultrassom e esclerometria) para identificar anomalias ocultas.

“Toda a gestão tecnológica empregada pela Daher visa garantir que a estrutura atinja a Vida Útil de Projeto (VUP) mínima de 20 anos. Hoje, nós temos fachadas que projetamos completando 33 anos em perfeito estado”, finaliza o diretor da empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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