36% das empresas priorizam contratar talentos com potencial em vez de esperar pelo candidato ideal

36% das empresas priorizam contratar talentos com potencial em vez de esperar pelo candidato ideal

Pesquisa mostra que empresas têm ampliado critérios de contratação e aberto espaço para profissionais com capacidade de aprendizado e desenvolvimento

Quando não encontram candidatos que atendam plenamente aos requisitos de uma vaga, 36% das empresas optam por contratar profissionais com alto potencial de desenvolvimento, mostra pesquisa realizada pela Robert Half, consultoria global de soluções em talentos e negócios.

O resultado reflete a estratégia das organizações para responder aos desafios de contratação e à escassez de habilidades. Em vez de esperar por um candidato que reúna todas as competências exigidas, as empresas passam a considerar também a capacidade de aprendizado e desenvolvimento como fatores relevantes.

“Apostar no desenvolvimento de talentos é uma solução capaz de ampliar o rol de candidatos e ajudar as empresas a desenvolver competências alinhadas às suas necessidades específicas”, afirma Leonardo Berto, gerente da Robert Half. Para isso, é importante diferenciar, desde o início, as habilidades indispensáveis daquelas que podem ser desenvolvidas por meio de treinamentos e da experiência na função.

“Para os profissionais, os dados reforçam a importância de demonstrar, além de experiência, disposição para aprender e assumir novos desafios”, ressalta Berto.

Estratégias para vencer a escassez de talentos

Embora o desenvolvimento de talentos apareça como a principal alternativa, as empresas também indicaram outras estratégias para vencer a escassez de talentos, como redistribuir responsabilidades entre os integrantes da equipe (20%), redefinir o escopo da função para priorizar as necessidades críticas do negócio (13%); e alocar profissionais por projetos por tempo determinado (12%). A manutenção da busca até encontrar um candidato que atenda integralmente ao perfil desejado é estratégia de 18% das empresas ouvidas.

Vale ressaltar que realizar uma contratação pelo potencial não significa reduzir os critérios de seleção. Em um cenário em que funções e habilidades exigidas mudam rapidamente, a disponibilidade de profissionais com experiência específica nem sempre acompanha o ritmo das necessidades das organizações. “Por isso, cada vez mais a tendência é combinar critérios rigorosos de seleção com programas de desenvolvimento, a fim de construir as competências das quais precisarão no futuro”, acrescenta Berto.

Metodologia

O estudo foi desenvolvido pela Robert Half e conduzido por uma empresa independente de pesquisa. O levantamento, realizado em junho de 2026, reuniu respostas de 500 gestores de contratação no Brasil, das áreas de Finanças e Contabilidade, Tecnologia e TI, Engenharia, Jurídico e Administrativo e Suporte ao Cliente.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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