Fim da escala 6×1: como MEIs e microempresas devem se preparar

Fim da escala 6×1: como MEIs e microempresas devem se preparar

Momento exige que quem empreende volte a atenção para a gestão de pessoas e para a reorganização da rotina de trabalho

A aprovação do fim da escala 6×1 fixa a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais e abre uma nova etapa de planejamento para os pequenos negócios brasileiros: este momento exige que quem empreende volte a atenção para a gestão de pessoas e para a reorganização da rotina de trabalho. E, para ajudar os empreendedores a atravessarem essa transição com tranquilidade, a Contabilizei, maior escritório de contabilidade do país, preparou orientações práticas para adaptar cada modelo de negócio.

Autônomos, PJs e quem atua sozinho não mudam a rotina

Um dos pontos de maior dúvida é sobre quem trabalha por conta própria. A regra da jornada reduzida é válida exclusivamente para contratados sob o regime da CLT e não se aplica a autônomos, MEIs sem funcionários ou prestadores de serviço PJ.

Segundo o sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, Charles Gularte, o ponto central da lei está no vínculo de emprego e não no CNPJ. “Quem trabalha por conta própria continua com autonomia total sobre a rotina e a situação muda somente quando o empreendedor tem empregados, assumindo obrigações trabalhistas formais que precisam ser cumpridas de acordo com a legislação vigente.”

O impacto no MEI com funcionário e nas PMEs

Para o microempreendedor individual (MEI) que possui colaborador registrado, o limite de contratação e as regras do CNPJ permanecem os mesmos, mas a rotina desse funcionário precisará passar de 44 para 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho, sem qualquer corte no salário. “Nos comércios e serviços que funcionam seis dias por semana, o proprietário deverá planejar como cobrir o dia extra, seja ajustando o horário, assumindo o atendimento presencial ou avaliando se vale a pena migrar para o regime de Microempresa (ME).”

Já para as micro, pequenas e médias empresas com equipes maiores, a virada de chave está na eficiência operacional. A redução da jornada sem diminuição salarial gera um aumento proporcional de cerca de 10% no valor da hora trabalhada, mas isso não significa necessariamente aumento de custos ou necessidade imediata de novas contratações.

Gularte orienta que a primeira reação do empreendedor não deve ser contratar mais pessoas ou reajustar preços ao consumidor. O caminho recomendado é mapear os horários de maior movimento, entender como as equipes estão distribuídas e identificar quais processos podem melhorar antes de tomar decisões financeiras. Quanto mais cedo forem feitas essas simulações com o acompanhamento contábil, maior será a capacidade de adaptação do negócio.

Transição gradual e primeiros passos

Um ponto importante é que a mudança não será imediata. O texto prevê que a jornada caia primeiro para 42 horas semanais dois meses após a publicação oficial, atingindo as 40 horas definitivas um ano e dois meses depois. Para sair na frente, a orientação da Contabilizei é aproveitar esse intervalo para levantar a carga horária atual das equipes, simular o impacto dos custos na folha de pagamento com o contador e acompanhar a regulamentação do Diário Oficial e as convenções coletivas de cada categoria profissional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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