Importação brasileira de revólveres e pistolas cresce 94% em 2020

Importação brasileira de revólveres e pistolas cresce 94% em 2020

As operações de importação de produtos controlados pela DFPC – (Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados) exigem conhecimento especializado, alto nível de exigência operacional para manuseio e gestão dos riscos existentes. Segundo o diretor da ES Logistics, Fabiano Ardigó, empresa especializada neste segmento, houve um aumento de 35% na importação destes itens. “A procura por esse tipo de importação, que já foi muito significativo se comparado com 2019, já apresentou crescimento ainda maior em 2021”, afirma.

Segundo dados do Ministério da Economia, a importação brasileira de revólveres e pistolas bateu recorde no ano passado: com 105,9 mil armas em 2020, contra 54,6 mil em 2019, o que representa uma alta de 94%, incluindo as compras pelos governos, bem como por cidadãos comuns.

O presidente Jair Bolsonaro assinou no dia 12 de fevereiro desse ano quatro decretos que flexibilizam o uso e a compra de armas de fogo no país. As novas regras, que passam a valer após 60 dias, aumenta de quatro para seis o número de armas de fogo que o cidadão comum pode adquirir, desde que preencha os requisitos necessários para obtenção do Certificado de Registro de Arma de Fogo, além de ampliar a lista de categorias profissionais que têm direito a adquirir armas e munições controladas pelo Exército. O decreto ainda permite que profissionais de todas essas categorias adquiram insumos para recarga de até cinco mil cartuchos dos calibres das armas de fogo registradas em seu nome por ano.

“Com a flexibilização do uso e compra, sentimos um interesse maior de grandes empresas pela compra de armas para a própria segurança, além de um aumento expressivo na demanda nas lojas de todo o país. A previsão da ES Logistics é fechar 2021 com crescimento de 45% na importação de armas”, comenta Ardigó.

Segundo o membro do conselho de direção da Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP), Leonardo Zamboni, a liberação de vários calibres que eram restritos e passaram a ser permitidos, além da facilidade na compra de arma e ajustes nas modalidades de importação resultaram no aumento das vendas de armas e na importação. “A tendência com os novos decretos e a desburocratização de compras para acessórios, máquinas de recarga e o fim da autorização de compra é um crescimento promissor para esse mercado, que vem em ascensão desde 2019”, explica.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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