Com o abre e fecha do comércio físico, aumenta procura por equipamentos de segurança

A pandemia da Covid-19, além de trazer perdas financeiras para o comércio físico, com o abre e fecha das lojas, também fez com que o número de furtos e assaltos a estabelecimentos comerciais e de serviços, aumentasse.
Em Curitiba, por exemplo, só uma rede de farmácias foi assaltada 30 vezes, em menos de dois meses. Recentes assaltos em shoppings de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro mostraram que os criminosos não se intimidam mais apenas com a presença de seguranças e clientes.
Outro alvo comum de bandidos são as lotéricas. Diversas situações já foram testadas como blindagem nos vidros que separam os funcionários dos criminosos e horário reduzido de atendimento, mas nada parece intimidar os delitos.
Eu conversei com o diretor comercial e de Marketing da ztrax, empresa líder no provimento de serviços de localização no Brasil com soluções para monitoramento de pessoas, ativos e equipamentos. Marcelo Lonzetti, e ele me disse que, este ano, a criminalidade está 14% acima do verificado no primeiro semestre de 2020 e os principais ataques estão ocorrendo nos pequenos comércios. Segundo o executivo, os estabelecimentos que dispõem de equipamentos de segurança têm um índice 56% menor de sofrerem uma tentativa de assalto.
Um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos aponta que desde o começo da pandemia, a procura por equipamentos de segurança aumentou 40%.
A ztrax, que trabalha apenas com pessoas jurídicas, vendendo equipamentos para empresas de segurança privada e de monitoramento, prevê aumentar seu faturamento, este ano, em 70% em relação a 2020.
Só nos primeiros cinco meses deste ano, o botão de pânico da ztrax foi acionado mais de 64 mil vezes. Como a solução apresenta vários outros tipos de alertas, mais de 152 mil eventos foram alertados.
Segundo Lonzetti, o Botão do Pânico aumenta a segurança dos clientes, funcionários e cria uma barreira a mais de desestímulo ao furto de mercadorias ou estoque.
Eu perguntei ao executivo se a ztrax, que tem fábrica em Manaus, tem registrado falta de componentes, e ele me contou que esse é um problema geral e está se refletindo no prazo de entrega dos produtos. “Nossa fábrica também sentiu o impacto do câmbio. Para não aumentarmos os preços dos produtos, optamos por reduzir as margens de lucro”, conclui.








