Mercado Imobiliário acompanha transformação digital para se adequar à venda de imóveis

Mercado Imobiliário acompanha transformação digital para se adequar à venda de imóveis

Uma das consequências do isolamento social da pandemia foi a aceleração da transformação digital por parte das empresas. A migração do presencial para as redes e, assim, atender aos novos padrões do consumidor, antes prevista para ocorrer até 2025, precisou ser antecipada para 2020, em uma mudança que veio para ficar em definitivo.

Essa transformação também pegou em cheio o mercado imobiliário, até então estruturado no modelo de negócios e vendas presencias nos estandes de venda, segundo revelou o diretor e fundador da empresa de Marketing Digital Resense, Eduardo Bueno, durante conversa com o diretor da Nova Cipasa Urbanismo, Rogério Riquelme, no Cipasa Academy de outubro, com o tema Jornada de Compra na Era Digital (https://www.youtube.com/watch?v=iMT4wVgUsrM).

“O comportamento de compra do brasileiro mudou muito, inclusive no mercado imobiliário”, disse Bueno. Dos 100% de clientes que iniciam conversas com empresas do setor imobiliário pelas redes, com intensão de saber mais sobre os produtos, somente 40% seguem adiante e de 10% a 20% são convertidos em fechamento de negócios.

A baixa conversão entre o início das conversas até a compra, segundo ele, é um índice verificado em todos os setores, ou seja, nada exclusivo do mercado imobiliário. “O cliente está sendo bombardeado por estímulos, conversas e mais informações dos concorrentes, o que obriga o vendedor a correr atrás do cliente”, conta. Ele acrescenta que também é preciso ter mais conhecimento do produto que está vendendo e dispensar maior atenção ao consumidor.

Cliente precisa ser trabalhado

Segundo Bueno, enga-se quem acha que o mundo digital encurtou o tempo de venda dos imóveis e outros produtos. Na verdade, ocorreu o contrário. “O cliente (lead) precisa ser trabalhado, não está ainda no momento da compra. A empresa e o vendedor precisam dar a mão, explicar e ter paciência. Saber colocar as informações na hora certa para fechar o negócio”, acrescenta.

No caso específico do mercado imobiliário, um estudo realizado pelo DataZap, apontou que um ciclo de venda pelo digital dura, em média, quatro meses. Neste período, a pessoa conversar com 13 corretores, o que torna uma venda bastante complexa. “Ter boa comunicação, processos e paciências são os segredos para convencer e vender”, alerta Bueno.

Riquelme, diretor da Nova Cipasa Urbanismo, lembra que por ser um setor mais tradicional, mais “pé na obra”, acostumado a realizar vendas com visitar aos estantes, o setor imobiliário até antes da pandemia pouca atenção dava ao mundo digital. “Não se falava em venda digital de imóveis antes da pandemia. E hoje estamos totalmente no digital”, conta.

Riquelme diz que o que está se vendo desde março do ano passado é uma grande transformação. A grande maioria dos consumidores passa pelo site da empresa para conhecer os produtos, condições de vendas, locação e iniciar uma conversa com o corretor.

Desde 2019 a Nova Cipasa Urbanismo vem destinando boa parte de seus investimentos para a adequação de seus negócios ao mundo digital, levando informações ao público pelos canais digitais e criando novas ferramentas. A taxa de conversão, segundo ele, está entre 10% e 20%, o mesmo índice do modelo presencial, mas tende a aumentar nos próximos anos.

“O público já chega até nós com uma bagagem de conhecimento e informações muito grande sobre os produtos e a concorrência, tornando as vendas mais complexas e demoradas na maioria dos casos. Mas para quem já chega decidido a comprar, a era digital encurtou o prazo de conclusão de vendas de 180 dias para 60 a 90 dias”, conta o executivo.

Ele completa: antes, o fator preço era determinante para o fechamento das vendas e hoje perdeu posições entre os fatores de decisão, caindo para o terceiro lugar, atrás de itens como consciência (problemas que o consumidor tem no momento para adquirir um imóvel) e consideração (já está sabendo o que realmente deseja).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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