Shopping centers estão otimistas com vendas na Black Friday

Shopping centers estão otimistas com vendas na Black Friday

 A Black Friday já se tornou um dos maiores eventos comerciais do Brasil e, no ano passado, o faturamento desta data teve um crescimento de 31% em relação a 2019, chegando a R$ 3,86 bilhões, como apontam dados do levantamento da Neotrust/Compre&Confie. Já em 2021, Neste ano, uma pesquisa realizada pela startup de cashback Méliuz aponta que 71% dos brasileiros pretendem fazer compras na Black Friday, e a tendência é que grande parte das compras sejam feitas no e-commerce, via smartphone. No entanto, com a retomada do comércio, que já vem ocorrendo desde o fim do primeiro semestre deste ano, os shopping centers voltam a ser uma opção para as compras durante essa data.

De acordo com Mauricio Romiti diretor financeiro e administrativo da Nassau Empreendimentos, empresa que atua há 30 anos no setor de shopping centers, a expectativa para a Black Friday deste ano é bastante positiva para o segmento: “Nas regiões onde a flexibilização em relação às medidas de segurança contra a Covid-19 começou mais tarde, como em São Paulo, as últimas semanas têm mostrado uma expansão da demanda reprimida. Em outros locais, o retorno tem sido mais gradativo, mas já demonstrando uma recuperação em direção aos patamares de 2019”.

Mauricio Romiti, diretor diretor financeiro e administrativo da Nassau Empreendimentos
Mauricio Romiti.

Antes da pandemia, o varejo vinha acumulando crescimento anual desde 2017 e, mesmo em 2020, também houve alta, como apontam números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento foi de  2,1% em 2017, 2,3% em 2018, 1,8% em 2019 e 1,2% em 2020 e, neste ano, o primeiro semestre registrou um aumento de vendas de 25,5%, segundo levantamento da Mastercard SpendingPulse. “Da mesma forma que nos anos pré-Covid, o varejo cresceu. No entanto, os percentuais de crescimento tendem a ser diferentes: a base do varejo está menor, e a do e commerce maior em relação a proporção do período anterior à pandemia. Daqui para frente, o ‘varejo offline’ deve crescer proporcionalmente mais”, avalia Romiti.

Para os lojistas que ainda estão receosos, Mauricio dá uma dica: “Não é o momento de ter medo de apostar nessa Black Friday. Apesar do crescimento do online, a experiência de compra imediata é insubstituível, e ofertas relevantes terão conversão de venda certeira”. Nos shopping centers, os cuidados básicos e essenciais seguem sendo obrigatórios, como o uso de máscaras, álcool gel e evitar aglomerações. “E, diferentemente dos anos anteriores, com pessoas passando por debaixo das portas de lojas para aproveitar as promoções, este ano o varejo deve estar mais organizado e controlado”, ressalta o especialista.

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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