Como o setor de cobrança conseguirá retomar o patamar de recuperação de crédito no pós-pandemia?

Como o setor de cobrança conseguirá retomar o patamar de recuperação de crédito no pós-pandemia?

A pandemia do novo coronavírus impactou gravemente alguns setores da economia, entre eles, o de crédito e cobrança. A adaptação aos locais de trabalho e a flexibilização das empresas que migraram para o home office, trouxeram um novo olhar sobre o setor, considerado serviço essencial nesse período.

Com as incertezas de como seria o futuro econômico do país, muitas pessoas deixaram de pagar suas dívidas, fazendo com que as empresas tivessem que se adaptar a essa nova realidade. “Nesse momento, tivemos que estar mais atentos às necessidades do devedor. Flexibilidade, adaptação e análises constantes tornaram-se fundamentais em toda a jornada desse cliente, desde a oferta de crédito até a cobrança”, comenta Edemilson Koji Motoda, presidente do Grupo KSL e Instituto GEOC.

A cobrança digital teve uma grande importância nesse período, porém a humanização do segmento teve que ser ampliada, pois, “foi nesse momento que as pessoas quiseram negociar, falar e expor as dificuldades enfrentadas”, pontua.

Ficou nítido para o mercado que ainda há muito o que aprender e aprimorar para os próximos anos, e que as empresas estão sempre em busca de novas fórmulas e processos que sejam proveitosos para todos. “Percebemos a importância de integrar dentro de toda a jornada de atendimento ao cliente, as operações on e off-line oferecendo assim, uma melhor experiência, mesmo que o mesmo esteja na “esteira” de cobrança. As empresas estão antenadas nos novos perfis e se adaptando a isso com facilidade e rapidez”, pontua.

Coragem para inovar

Para Roberta Machado, gerente de cobrança do Banco Volkswagen é muito importante ter coragem para inovar no setor. “Estamos passando por uma revolução e ficou claro a necessidade de se ter coragem, capacidade e infraestrutura necessárias além, claro, pessoas capacitadas”. Já Marcelo Marcilio, especialista de recuperação de crédito, acredita que apesar de todos os desafios, o próximo ano será um “‘carvão para lapidar e transformar em um diamante’ e temos muito inteligência e pessoas capacitadas para isso, ferramentas de análise e fortalecer a experiência do cliente serão fundamentais para o sucesso”.

Para Motoda, 2022 ainda será um ano de incertezas. “Estamos acompanhando a volta da inflação, o aumento dos preços, as incertezas do auxílio emergencial, que tanto colaborou para que houvesse picos na recuperação de crédito. Além disso, enfrentaremos uma eleição, mas estamos confiantes que passaremos com êxito”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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