Veja como o varejo pode adotar práticas com foco em responsabilidade social

Veja como o varejo pode adotar práticas com foco em responsabilidade social

Com o maior poder aquisitivo dos millennials e geração Z, consumidores cada vez mais importantes, a cobrança por práticas sustentáveis cresce em todas as áreas. O varejo está reagindo: grandes players como Riachuelo e Renner inauguraram lojas sustentáveis, com foco em energia sustentável, estrutura ecológica, produtos verdes e circularidade, que servem de modelo para outras lojas da franquia.

Ainda assim, todo comércio tem formas de se adaptar à nova economia com práticas de ESG, ou seja, Environmental, Social & Governance (Ambiental, Social e Governança em tradução livre). “Todo tipo de empresa está tendo que se adaptar e inserir as práticas ESG em sua estratégia corporativa. O mercado está cada vez mais exigente neste sentido”, aponta Maurício Romiti, diretor administrativo da Nassau Empreendimentos, empresa que administra vários shopping centers pelo Brasil, como o Center3, na Avenida Paulista.

“O consumidor está cada vez mais consciente de como seu dinheiro financia não só o produto, mas ideias, e é cuidadoso no que ele apoia”, explica o diretor. Em um mercado competitivo, se apoiar em sustentabilidade, responsabilidade e ética são diferenciais importantes, que apontam para o que as empresas veem como prioridade na relação com a sociedade.

Este é um paradigma válido especialmente quando se considera que investidores estão buscando estratégias ESG como condição de participação. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) vai oferecer a inclusão de um sufixo IS (Investimento Sustentável) no nome, caso fundos de investimento sustentáveis estejam aptos conforme os critérios desenvolvidos pela associação.

Confira dicas para adotar estratégias de ESG no varejo:

1 – Comece pelo básico

Antes de focar em grandes passos de ESG em gestão, comece pelo mais simples: descarte responsável de lixo. “Com um investimento baixíssimo, a empresa começa a ter uma atitude mais responsável em relação ao meio ambiente, o que torna descarte responsável um ótimo primeiro passo”, explica Romiti, que aplica isso nos shoppings administrados pela Nassau. “Não só tem o benefício de ter o lixo reciclado e reduzido, como também coloca a ideia de sustentabilidade na cabeça da equipe e do cliente. Assim, ajuda a criar a mentalidade necessária para outras estratégias de ESG. É de fácil realização, sem a necessidade de grandes treinamentos, apenas conscientização e equipamento adequado”, aponta o diretor.

2 – Não esqueça dos outros dois pilares

Nem só de Environmental (ambiental) se faz um ESG. O resto da sigla, com o Social & Governance (Social e Governança) também tem atitudes simples a serem implementadas. “Treinamentos de inclusão social para a equipe, focando em noções sobre portadores de necessidades especiais e respeito ao próximo, assim como a implementação de procedimentos de comportamento ético, como evitar receber brindes ou favores de clientes e fornecedores, já equipam a empresa com práticas iniciais dos três pilares de ESG”, comenta Mauricio.

3 – Metas condizentes com a realidade

É difícil que uma empresa que não tem uma cultura ESG consiga ter grandes resultados de sustentabilidade em um período curto de tempo. “Ter metas realizáveis e condizentes com a realidade é essencial. Um shopping que não recicla nada não pode esperar que em seis meses todo seu lixo seja tratado, ou drasticamente reduzido. Esses hábitos precisam de tempo para se consolidar na equipe, e as métricas vão acompanhar esse período de adaptação”, explica Romiti.

4 – Foco no consumidor

Por ser um setor extremamente próximo ao cliente, é necessário estabelecer formas de receber feedback do mesmo em relação às iniciativas. Elas precisam ser fáceis de acessar e prontas para resolver quaisquer questões que apareçam enquanto o cliente, por exemplo, faz um processo de logística reversa. “Realizar pesquisas para entender quem são as referências de ESG dos consumidores também pode mostrar novos possíveis projetos”, afirma o diretor.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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