O cenário até 2030 é preocupante. É hora de planejar e não ousar

O cenário até 2030 é preocupante. É hora de planejar e não ousar

O ano de 2022 vem se mostrando um período difícil para a economia e para diversos tipos de negócios, diante da inflação e juros elevados e agora ainda mais agravados pelos fatores decorrentes da guerra entre Rússia e Ucrânia. E se pensarmos no longo prazo, ou seja, até 2030, as previsões não são nada positivas.

Eu conversei com o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Vicente, que esteve nesta quinta-feira (31), em Curitiba, falando para empresários sobre os cenários da economia de 2022 a 2030, a convite da empresa de consultoria JValério.  Paulo Vicente me disse que o mundo que estamos vivendo hoje não é mais o mesmo e a situação pode piorar ainda mais.

Por isso, na sua avaliação, os empresários devem pensar e planejar através de cenários de curto, médio e longo prazos. O professor classifica 2022 como um ano de gestão de risco e não de buscar performance e muito menos crescimento. Dessa forma, os empresários devem fazer um planejamento estratégico que priorize a segurança individual, da família e da empresa.

Revolução tecnológica

Paulo Vicente: Tempos desesperados requerem medidas desesperadas.

Paulo Vicente, que é doutor em Administração de Empresas alerta para uma nova revolução tecnológica, que engloba novas fontes de energia para reduzir custos; a robotização e inteligência artificial que diminui a necessidade de mão de obra, num mundo em que o crescimento da população se estabiliza e o trabalho fica mais qualificado e num terceiro eixo aponta o aumento da longevidade, o que significa valorização do capital intelectual por mais tempo.

O professor faz questão de ressaltar que estamos vivendo um final de ciclo tecnológico em que tempos desesperados requerem medidas desesperadas, nos quais as pessoas vão investir em soluções que nunca tinham tentado.

Eu perguntei ao professor se as empresas estão se preparando para esse novo ciclo de mudanças e ele me disse que algumas sim e outras não. Paulo Vicente destaca que muitas empresas fazem planejamento estratégico, porém de curto prazo, ou no máximo dois anos. Planejamento, segundo ele, deve ser feito pensando sempre no longo prazo, caso contrário, serve apenas para apagar incêndio. E isso vale para empresas de todos os tamanhos.

Por fim, Paulo Vicente ressalta que ao longo deste ano as empresas devem proteger seus caixas e investir apenas no que é necessário. Este é o momento para parar, pensar e não ousar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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