Dia da Empregada Doméstica: desafios e soluções para um trabalho e aposentadoria justos

Dia da Empregada Doméstica: desafios e soluções para um trabalho e aposentadoria justos

A importância da educação financeira para evitar o endividamento e organizar o futuro

Nesta quarta-feira (27) é comemorado o Dia da Empregada Doméstica. A data existe para evidenciar as conquistas da categoria ao longo dos anos, que somente após 30 anos de vigência da CLT, publicada em 1943, reconheceu as profissionais como trabalhadoras formais, por meio da Lei 5.859/72. Mas foi apenas em 2015 que a Lei Complementar 150 foi aprovada, concedendo os mesmos direitos de um empregado celetista.

Contudo, a pandemia revelou a vulnerabilidade dessas profissionais e um retrocesso em seus direitos. Durante 2020, primeiro ano da crise sanitária, 1,3 milhão de vagas sumiram, segundo dados do IBGE. No trimestre encerrado em fevereiro de 2019, haviam 6,2 milhões de trabalhadores domésticos. No mesmo período de 2021, esse número caiu para 4,9 milhões, destes, apenas 26,7% com carteira assinada, essas trabalhadoras se viram obrigadas a voltar para a informalidade. A categoria, composta por 92% de mulheres, com idade média de 44 anos, apresentou aumento no percentual de idosas. Este público que representava 8,7% do total, em 2019 subiu para 9,1%, no ano seguinte, mostrando que essas profissionais têm envelhecido e precisam continuar trabalhando, mesmo sendo um serviço corporal pesado.

Muitas empregadas são chefes de família ou responsáveis por complementar a renda da casa, para manter o básico para que seus filhos e netos continuem estudando. Ao voltar para a informalidade e ter que lidar com a instabilidade salarial, uma vez que recebem por diárias, elas acabam por aumentar a carga horária, trabalhando por mais horas e em mais casas em um mesmo dia.

Saber gerir os próprios recursos, para cumprir com as despesas mensais, como saúde, educação, alimentação, moradia e higiene, são os desafios da categoria, que recebe, em média, um salário mínimo.

Por isso, a educação financeira se faz extremamente necessária, pois ensina a trabalhar o dinheiro de forma organizada para arcar com as necessidades básicas e se preparar para momentos de crise, de forma digna e justa, e assim vislumbrar novas realidades para o futuro.

“A educação financeira é importante para que esse grupo evite o endividamento, uma vez que a renda é baixa. Mas também é uma possibilidade de organização para o futuro, para poder envelhecer com conforto e dignidade. Ainda que isso seja de responsabilidade do Estado, sabemos que muitas profissionais não conseguem comprovar o tempo de trabalho para garantir uma aposentadoria”, explica Gabriela Mendes, CEO e fundadora da NoFront, empoderamento financeiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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