Movimentação portuária recorde aumenta demanda por galpões logísticos

Movimentação portuária recorde aumenta demanda por galpões logísticos
Interior of large distribution warehouse with shelves stacked with palettes and goods ready for the market.

Este ano, setor deve crescer mais de 35%

A demanda por galpões logísticos fechou 2021 com crescimento de 50%. Segundo o especialista em mercado imobiliário Douglas Curi, além do crescimento do e-commerce, o recorde na movimentação portuária brasileira também alavancou os negócios deste setor. Ano passado o Brasil transportou 1,21 bilhão de toneladas, o que representa um incremento de 4,8% em relação a 2020, segundo dados do Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

“Os números positivos do setor portuário têm refletido no aumento da demanda por galpões logísticos e atraído novos investidores, inclusive oriundos da bolsa de valores. Para 2022, a projeção é termos um aumento de mais 35% na procura por este tipo de ativo.”, explica o especialista em mercado imobiliário Douglas Curi.

Segundo Curi, os galpões logísticos têm maior rentabildiade que os imóveis residências e representam uma transação mais segura, já que os contratos costumam ser de no mínimo 10 anos. “Enquanto a rentabilidade do aluguel dos imóveis residenciais fica em torno de 0,4% ao mês, os galpões logísticos chegam a render de 0,7% a 1,2%. Outra vantagem que tem atraído investidores é que os galpões logísticos tem excelente liquidez e podem ser utilizados como moeda de troca em outras negociações”, detalha o especialista.

Os galpões logísticos em condomínios fechados, apesar de terem o metro quadrado bem acima que os imóveis localizados em vias públicas, são os mais procurados por conta da segurança. Imóveis deste perfil em condomínio fechado costumam ser encontrado por R$ 4 a R$ 5 mil o metro quadrado, já imóveis em vias públicas custam em torno de R$ 2 mil o metro quadrado.

A localização estratégica é outro ponto importante na tomada de decisões quando o assunto são galpões logísticos, principalmente por conta do menor tempo de transporte e menor custo com combustível. Por conta disso, Douglas observou que a demanda é maior em regiões próximas a portos. “Em Santa Catarina, por exemplo, onde a alíquota de importação é a menor do país, as regiões próximas aos portos de Itajaí, Navegantes e São Francisco do Sul são as mais procuradas par a instalação de galpões logísticos”, avalia.

Atualmente, apenas sob a assessoria da Sort Investimentos, empresa especializada no mercado imobiliário, existem mais de R$ 400 milhões em galpões alugados, com taxa de ocupação de 98,4%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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