Empresas pagarão por cada resposta no WhatsApp Business

Empresas pagarão por cada resposta no WhatsApp Business

Mais de 5 milhões de empresas serão afetadas pela nova cobrança da Meta

A decisão da Meta de cobrar por respostas enviadas aos clientes no WhatsApp impacta um dos maiores ecossistemas de comunicação empresarial do mundo. Atualmente, mais de 200 milhões de empresas utilizam soluções do WhatsApp Business globalmente.

Desse total, mais de 50 milhões usam o aplicativo WhatsApp Business, voltado principalmente para pequenos negócios, enquanto milhões de empresas de médio e grande porte utilizam a WhatsApp Business Platform (API oficial) para automatizar atendimentos e integrar o canal aos seus sistemas. No Brasil, um dos principais mercados da plataforma, mais de 5 milhões de empresas utilizam o aplicativo para se comunicar com clientes.

Irão existir duas formas distintas para responder aos clientes no WhatsApp, e cada uma tem uma lógica de preço diferente.

O cronograma começa em 1º de agosto de 2026, quando entra em vigor a cobrança pelo Meta Business Agent, plataforma de agentes de IA da empresa.

Nesse modelo, a cobrança será feita por tokens, unidade utilizada para medir o processamento da inteligência artificial, e não pela quantidade de mensagens. O pacote com 1 milhão de tokens custará US$2, com cobrança em reais para brasileiros no futuro. O consumo de tokens varia conforme a complexidade da interação: quanto mais elaborado o atendimento, mais créditos serão gastos. Segundo a Meta, o custo médio ficará entre US$0,04 e US$0,05 por interação, dependendo da complexidade da conversa.

A principal mudança, no entanto, acontece em 1º de outubro de 2026. A partir dessa data, todas as mensagens de serviço, respostas enviadas pelas empresas dentro da janela de atendimento de 24 horas, seja por atendentes humanos, chatbots ou soluções de IA de terceiros, passarão a ser cobradas individualmente.

Preços da tarifa

No Brasil, a Meta cobrará US$0,0068 por mensagem enviada, o equivalente a cerca de R$0,035, conforme a cotação do dólar. Esse valor refere-se apenas à tarifa da plataforma. Quando a empresa utiliza modelos de IA de terceiros, o custo final passa a incluir também o processamento da inteligência artificial. Com isso, 10 mil respostas podem custar cerca de US$268 em atendimentos de baixa complexidade e até US$968 em interações mais complexas. Com o Meta Business Agent em conversas de alta complexidade, o custo ficaria entre US$400 e US$ 500.

A mudança vale exclusivamente para empresas que utilizam a API oficial do WhatsApp Business, normalmente integrada a CRMs, plataformas de automação e centrais de atendimento. Usuários do WhatsApp convencional e do aplicativo WhatsApp Business gratuito não serão afetados.

Além de criar uma nova fonte de receita, a Meta busca incentivar a adoção do Meta Business Agent, sua plataforma nativa de agentes inteligentes. Diferentemente dos bots desenvolvidos por empresas especializadas, o serviço roda diretamente na infraestrutura da própria Meta e possui um modelo de cobrança diferente, baseado no consumo da inteligência artificial.

Dessa forma, a empresa passa a competir também no mercado de atendimento automatizado, oferecendo uma solução própria para criação de agentes capazes de responder aos clientes, consultar informações da empresa e transferir o atendimento para operadores humanos quando necessário.

Empresas terão de rever operações

Embora o custo unitário de cada mensagem seja baixo, especialistas avaliam que empresas com grande volume de atendimento poderão sentir impacto relevante nas despesas operacionais.

Segundo Guilherme Rocha, CEO da HelenaCRM, empresa brasileira especializada em CRM conversacional e automação de atendimento via WhatsApp, a mudança representa uma transformação na forma como as empresas deverão desenhar suas jornadas de atendimento.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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