43% das empresas se preocupam com riscos ambientais e climáticos para seus negócios

43% das empresas se preocupam com riscos ambientais e climáticos para seus negócios

Levantamento aponta caminhos para alcançar a sustentabilidade

Está cada vez mais evidente que as mudanças climáticas têm trazido impactos para empresas, assim como uma série de riscos nos negócios como, por exemplo, a falta de suprimentos causada pela escassez de água, além de riscos de transição que surgem da resposta da sociedade a essas mudanças. Não à toa, 43% das organizações, em todo o mundo, se preocupam com os riscos ambientais para seus negócios, conforme mostra um relatório feito pela HLB Internacional — empresa global de auditoria, consultora e outsourcing com operação no Brasil.

Embora o desafio seja grande, há também uma série de oportunidades de negócios. As empresas podem se tornar mais eficientes em termos energéticos, reduzindo assim seus custos, a mudança climática também pode promover a inovação, inspirando a criação de produtos e serviços que permitem a redução de carbono. As empresas podem aumentar a resiliência de suas cadeias de suprimentos, por exemplo, reduzindo a dependência dos combustíveis fósseis de preço volátil, mudando para energias renováveis.

Ainda de acordo com o levantamento, a energia renovável é considerada o principal avanço tecnológico não digital para o sucesso futuro por 61% dos líderes empresariais, seguida pela eletrificação citada por 46% deles. Para Paulo Crepaldi, sócio de consultoria da HLB Brasil, juntas, essas ações podem promover a competitividade e desbloquear novas oportunidades de mercado.

Com todas essas informações ao alcance de lideranças e da sociedade, começa a partir de agora uma corrida para que empresas alcancem o zero líquido, termo que se refere ao equilíbrio entre a quantidade de gases de efeito estufa liberada e removida da atmosfera.

“Apesar de necessária, a jornada pelo zero líquido não é isenta de desafios. Para muitos negócios, a escala de transição é assustadora, e são atrasadas pela falta de orçamento e de experiência para revisar sua infraestrutura e práticas de negócios, mas não fazer nada não é uma opção”, acredita Paulo.

De acordo com ele, os custos dos efeitos desastrosos da mudança climática, se não forem controlados, serão muito mais altos. Pensando nisso, a HLB listou um roteiro de três etapas para que organizações consigam alcançar a sustentabilidade.

PRIMEIRA ETAPA

O primeiro passo é entender de onde se está começando, avaliação da materialidade “como está”, a revisão de seu registro de risco, motivada pelas novas regulamentações da ESG, percepção do consumidor, demandas dos acionistas e mudanças de mercado. As empresas conseguem então determinar quais investimentos podem mitigar os riscos a curto prazo e garantir o crescimento dos negócios a longo prazo. Você pode então comparar suas novas ações com os resultados de sustentabilidade desejados para determinar sua pegada ecológica. Esta etapa também ajuda a descobrir novos mercados e identificar processos que podem se tornar redundantes.

SEGUNDA ETAPA

Em seguida, crie um roteiro para um modelo de negócios sustentável a longo prazo projetado para uma economia zero líquido à medida que você identifique oportunidades para inovações e motivadores de crescimento ao longo do caminho. A estratégia deve tratar de áreas de negócios universais, incluindo gerenciamento da cadeia de suprimentos, logística, fabricação e desenvolvimento de produtos.

TERCEIRA ETAPA

O que é medido é feito. De fato, 90% das empresas do Índice S&P 500 já publicam relatórios de sustentabilidade para manter os stakeholders e o público informado. 25 países, incluindo Austrália, China, União Europeia, África do Sul e Reino Unido, tornaram obrigatória a divulgação de informações e relatórios de governança ambiental, social e corporativa (ESG) para empresas maiores e instituições financeiras.

O ‘greening‘ dos negócios começou. Empresas desde a tecnologia até os fatores logísticos já se comprometeram a reduzir sua pegada ecológica e se tornarem zero líquido ou negativas em carbono dentro de uma década. Essa transição de mercado é uma oportunidade perfeita para que organizações iniciem suas jornadas rumo a um negócio mais sustentável. O relatório completo com todos os detalhes pode ser acessado por meio do link: Link.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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