Negócios digitais recuperam vendas por meio da orquestração de fluxo inteligente de pagamentos

Negócios digitais recuperam vendas por meio da orquestração de fluxo inteligente de pagamentos
Sócios da startup Malga: Marcel Nicolay, Alex Vilhena e Thiago Garuti.

Imagine a seguinte situação: o cliente chega até o checkout para comprar um produto ou serviço, em um e-commerce, e bem na hora de fechar o pedido, ele não encontra o método de pagamento que melhor lhe atende ou então, pior, sua compra é recusada. Na mesma hora, aquele internauta desiste e procura por outro concorrente. Por isso, além de oferecer diversidade de meios de pagamento, os negócios digitais também precisam se preocupar com a configuração das regras de cobrança. Afinal, um cliente perdido, é uma venda perdida. Por mais que pareça uma solução simples, essas transações podem se tornar uma “dor de cabeça” quando o assunto é integrar vários tipos de pagamento, com inúmeros provedores e diferentes características.

Era o que acontecia na empresa Clubinho de Ofertas. O e-commerce vinha sofrendo com uma baixa taxa de conversão de vendas, quando os pagamentos eram feitos por cartão de crédito. Além disso, o site ainda não oferecia a modalidade de pagamento por Pix — que segundo dados de 2022, da consultoria Gmattos, é aceito por 78% dos estabelecimentos com e-commerce no país, e hoje é a 2ª maior modalidade de pagamento no Brasil, ficando atrás apenas da disponibilidade das vendas por crédito. Para resolver esses problemas, a empresa buscou uma orquestração de fluxos inteligentes de pagamentos.

A orquestração de fluxos inteligentes permite que as empresas trabalhem as características específicas de cada tipo de transação de pagamento. É literalmente personalizar as transações de acordo com condições e regras específicas de cada tipo de negócio. E mais: a solução ainda mostra para o negócio, de forma ágil, qual é o melhor meio de pagamento para determinada transação, economizando tempo e dinheiro do cliente. Com essa ferramenta oferecida por Malga — startup especializada em oferecer uma infraestrutura simples, acessível e adaptável de meios de pagamentos — a empresa Clubinho de Ofertas aumentou sua taxa de conversão de cartão de crédito de 79% para mais de 95%, e ainda passou a oferecer o Pix, que em 6 dias já estava com aproximadamente 30% de participação de vendas.

“Mudei 5 dias antes da minha principal data comercial e fiquei super tranquila com um resultado maravilhoso! Excelente meio para testar novos adquirentes, meios de pagamento de forma fácil e rápida”, declara Grasiela Camargo, CEO da Clubinho.

Marcel Nicolay, CTO de Malga ressalta que, no Brasil, mais de 20% das transações on-line são recusadas por diversos motivos, o que custa à indústria US$ 15 bilhões em vendas perdidas. Dessa forma, ele explica qual o objetivo da orquestração inteligente:

“É fazer com que os clientes aproveitem as melhores condições de cada provedor, transação a transação, de forma flexível e agnóstica. Hoje, existe no mercado uma infinidade de provedores de pagamentos, cada um com características diferentes. Dependendo do negócio, algumas propostas são mais vantajosas do que outras, especialmente às relacionadas à quantidade de parcelas, bandeira do cartão a ser processado, prazo de recebimento, taxas de antecipação e até métodos de pagamento. Orquestração é o nome que nós damos para a configuração de regras de negócio que ditam como uma cobrança se comporta no motor de cobranças de Malga. Dentro da orquestração, um fluxo inteligente geralmente é composto por Condicionais, Antifraudes e Provedores de Cobrança, sendo configurado separadamente para cada método de pagamento que for utilizado”, explica Nicolay.

Ainda segundo Marcel, essa funcionalidade de fluxo é aplicada de forma personalizada para a necessidade de cada negócio digital, ou seja, totalmente adaptável e modular, o que contribui para a redução de custos com os provedores, o aumento da taxa de aprovação das vendas e a otimização dos gastos com processamento de cobranças. “Se um cliente cria um fluxo inteligente onde a condicional, ou seja, o dado decisivo para o caminho da transação é o valor, transações acima de R$ 150,00 devem passar pelo sistema antifraude primeiro, e depois, devem seguir para os provedores de cobrança, com a ordem de tentativas escolhida pelo cliente. Já as transações inferiores a R$ 150,00, passam diretamente para os provedores, sem a necessidade de serem encaminhadas para o antifraude, também com a ordem de prioridade escolhida pelo negócio”, exemplifica Nicolay.

O CTO de Malga explica ainda que, hoje, o cliente monta, junto com time de especialistas da startup, os fluxos ideais para cada tipo de transação e depois tem acesso aos dados e análises junto à equipe de Customer Success. Isso porque, conhecendo as taxas de operação e condições de cada provedor que o cliente utiliza, é possível montar um cenário otimizado de taxas, com melhoria da segurança, aumento da aprovação, equilibrando custo de processamento e prazos de recebimento. Isso pode ser feito para cada método de pagamento individualmente. “Futuramente, esses fluxos inteligentes estarão dentro do dashboard do cliente, para que ele mesmo possa montar sozinho seus fluxos, de acordo com as análises disponíveis. Eles vão conseguir ligar e desligar provedores com alguns cliques”, finaliza Marcel Nicolay.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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