Imposto de Renda: qual investimento ajuda a reduzir a mordida do Leão?

Começa nesta quarta-feira, dia 15 de março, o prazo de entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2023. É nessa hora que muitos contribuintes acabam levando um susto com o tamanho da mordida do Leão. Mas há opções de investimento que permitem reduzir o valor a ser pago.
Segundo Alexandre Brito, sócio e gestor da Finacap Investimentos, um dos principais produtos recomendados, nesses casos, é a Previdência Complementar na modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). “Essa é uma forma muito inteligente de, ao invés de pagar impostos, rentabilizar o capital”, destaca.
Isso porque o investimento em PGBL permite ao contribuinte reduzir de sua base de cálculo para o Imposto de renda até 12% de sua remuneração bruta tributável anual. “Em outras palavras, uma pessoa que tem renda bruta anual tributável de R$ 100 mil, por exemplo, pode aplicar até R$ 12 mil em um PGBL e, nesse caso, reduzir a base de cálculo de seu imposto de renda para R$ 88 mil”, completa.
Outro benefício é o diferimento fiscal. “A partir do momento em que você aplica em Previdência, o único fato gerador de pagamento de imposto é o resgate. Enquanto o contribuinte não converter esse investimento em renda, ele não paga imposto. E na medida em que prorroga esse pagamento, consegue rentabilizar um volume maior de recursos”, acrescenta Brito, lembrando que esse também é um benefício incluído nos planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
Brito ressalta ainda que o investimento em Previdência Complementar alia a eficiência fiscal ao planejamento da aposentadoria e que o contribuinte encontra atualmente, no mercado, opções com altas rentabilidade e sofisticação em termos de alocação, situação bem diferente dos antigos planos de previdência ligados a instituições bancárias.
“Esse mercado se abriu para gestores especializados e boutiques de gestão de investimentos, como é o caso da Finacap, que tem seu Fundo de Previdência. Com isso, o investidor segue tendo os mesmos benefícios tributários e sucessórios, mas agora com um produto mais sofisticado, com rentabilidade significativamente superior, gestores especialistas e com taxas bem menores”, compara.
Mas vale uma ressalva. Como qualquer tipo de investimento, a Previdência Complementar não se encaixa em todos os perfis. Para garantir que ela assegure realmente uma redução na mordida do Leão é preciso que o contribuinte opte pela declaração de Imposto de Renda da forma completa, já que a forma simplificada não permite deduções.
“Também é necessário que o contribuinte tenha rendas tributáveis no ano e contribua com a Previdência Social. Caso contrário, não haverá qualquer benefício na hora da declaração do IR”, orienta.








