Expansão para o Paraguai cresce como opção de economia tributária nas empresas

Expansão para o Paraguai cresce como opção de economia tributária nas empresas

Alternativa foi impulsionada pelas incertezas trazidas pela Emenda Constitucional nº 132/2023

O planejamento para economia tributária é uma prática comum nas empresas. Um processo que tradicionalmente envolve ações como ajustes de balanço, contabilização de estoques pelo custo por absorção, mapeamento de incentivos fiscais, entre inúmeros outras possibilidades. Algo que tem ganhado destaque cada vez maior entre essas estratégias é a abertura de empresas offshore, mais especificamente no Paraguai.

Diversos fatores colocam o país vizinho na mira das empresas brasileiras, como a economia aberta, o mercado de câmbio livre, a localização estratégica e ainda sua abundância de energia e mão de obra qualificada. Tudo isso oferece uma redução significativa de custos operacionais e uma carga tributária bem mais favorável comparada a do Brasil.

Por exemplo, enquanto no Brasil a alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica pode chegar a 34%, no Paraguai, o Imposto de Renda Empresarial tem alíquota máxima de 10%. O mesmo teto é aplicado no Imposto de Renda Pessoal paraguaio, o equivalente ao Imposto de Renda Pessoa Física brasileiro, que, por aqui, pode chegar a 27,5%.

“Além da baixa carga tributária, o Paraguai também conta a Lei 1.064/97, que trata do Regime de Maquila, considerada uma estratégia eficaz para empresas estrangeiras que desejam se estabelecer ou subcontratar empresas paraguaias para processar bens e serviços a serem exportados, agregando valor ao produto. Esse processo envolve a importação temporária de matérias-primas, maquinaria e insumos, beneficiando-se da suspensão de impostos aduaneiros, seguido pela exportação dos produtos para mercados regionais ou internacionais”, conta o advogado Leandro da Luz Neto, da Wilhelm & Niels Advogados Associados.

Reforma reflete em aumento da carga tributária para as empresas

Além da já elevada carga tributária e das diversas obrigações acessórias, a promulgação da Emenda Constitucional (EC) nº 132 em 20 de dezembro de 2023 trouxe incertezas significativas no cenário tributário nacional. Um fenômeno que deve impulsionar ainda mais a busca pelas estratégias de economia tributária para a sobrevivência dos negócios, entre elas, o offshore.

“Outros setores devem seguir o mesmo caminho que alguns já trilharam, como o têxtil, de calçados, autopeças e indústrias como a do plástico, que importam insumos da China, a manufatura é feita no Paraguai e o produto final é vendido no Brasil. Porém, um monitoramento da Delloite destaca que menos da metade das empresas brasileiras já se planejaram para enfrentar o novo cenário e o impacto da reforma em suas operações”, explica Leandro.

E o advogado conclui que, “com isso, diante do elevado custo tributário brasileiro, a abertura de empresas offshore no Paraguai surge como uma estratégia eficaz de planejamento tributário. Essa medida não apenas proporciona economia de recursos, mas também garante a competitividade das empresas no mercado nacional. Importante destacar que o país vizinho está aberto para empresas brasileiras, mas é necessário um ajuste ao sistema legal. Portanto, é indispensável procurar um especialista confiável que possa dar todo o suporte necessário nesse processo”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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