Construção civil responde por quase 15% dos novos empregos no País

Construção civil responde por quase 15% dos novos empregos no País
Rio de Janeiro - Devesa Civil afirmou que não há riscos nas estruturas dos prédios da rua onde calçada cedeu por conta das obras da construção da linha 4 do metrô, em Ipanema, zona sul do Rio.

Julho registrou o melhor desempenho dos últimos três meses

Em julho de 2025, o Brasil criou 129.775 novos empregos com carteira assinada, dos quais 19.066 foram na Construção Civil. O setor foi responsável por 14,69% do total de novas vagas no mês, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho.

O saldo positivo da construção foi resultado de 221.024 admissões e 201.958 desligamentos. O desempenho representou o melhor resultado do setor nos últimos três meses e um aumento de 94,15% em relação a junho, quando foram gerados 9.820 empregos. Na comparação anual, o saldo se manteve estável frente a julho de 2024 (19.603 vagas).

Todos os segmentos da construção apresentaram resultados positivos: Construção de Edifícios (6.095), Infraestrutura (7.681) e Serviços Especializados para a Construção (5.290). O total de trabalhadores formais do setor atingiu 3,035 milhões, 2,91% a mais que em julho de 2024. O setor também se destacou pelo melhor salário de admissão, R$2.490,54, acima da média nacional de R$2.277,51.

Apesar do desempenho, a confiança dos empresários do setor apresenta recuo. A Sondagem da Indústria da Construção da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com apoio da Câmara Brasiliera da Construção (CBIC), indicou que o Índice de Confiança do Empresário caiu para 45,8 pontos em agosto, o menor patamar desde junho de 2020. O setor enfrenta desafios decorrentes do cenário econômico nacional, marcado por juros elevados, inflação acima do teto da meta, escassez de trabalhadores qualificados e aumento dos custos acima da inflação.

“As vendas continuam crescendo, demonstrando a consistência da demanda. Mas apesar disso os lançamentos recuaram. Novos investimentos precisam de um cenário econômico estável. Precisam de previsibilidade. Sempre é importante destacar que o processo produtivo da Construção Civil é longo. Por isso, incertezas preocupam podem acabar adiando novos projetos”, afirma Ieda Vasconcelos, economista da CBIC.

Conforme os Indicadores Imobiliários divulgados pela CBIC, os lançamentos imobiliários no 1º semestre de 2025 foram 6,8% superiores ao registrado em igual período do ano anterior, mas a análise do 2º trimestre de 2025 com iguais meses de 2024, demonstrou queda de 6,8%.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, a construção civil gerou 177.341 novos empregos, 11,71% a menos que no mesmo período do ano anterior. A Construção de Edifícios segue como maior responsável pelo número de vagas (67.869), enquanto o segmento de Infraestrutura registrou crescimento de 12,28% na criação de empregos (57.411).

No aspecto regional, São Paulo (40.813), Minas Gerais (20.703) e Santa Catarina (12.710) foram os estados com maior geração de postos de trabalho, e as cidades de São Paulo (19.535), Belo Horizonte (10.133) e Rio de Janeiro (5.434) lideraram entre os municípios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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