Nova fase dos pagamentos digitais no Brasil exige equilíbrio entre inovação e segurança

Nova fase dos pagamentos digitais no Brasil exige equilíbrio entre inovação e segurança

Expansão do Pix, avanço regulatório e novas funcionalidades como o Pix Automático devem transformar o setor em 2026

O mercado de pagamentos digitais no Brasil atravessa uma nova fase de expansão acelerada, impulsionada pela combinação entre inovação tecnológica e avanços regulatórios. Símbolo dessa transformação, o Pix movimentou cerca de R$ 35,3 trilhões e registrou quase 80 bilhões de transações apenas no último ano, de acordo com o Banco Central (BC). O volume consolida o sistema como o principal meio de pagamento do país e uma das maiores infraestruturas de transferências instantâneas do mundo.

O avanço também tem sido acompanhado por novas iniciativas regulatórias. Em fevereiro de 2026, o BC anunciou regras para o Pix Automático, funcionalidade que permitirá pagamentos recorrentes diretamente pela infraestrutura do Pix. Pela norma, consumidores precisam autorizar esse tipo de cobrança em seus aplicativos bancários até abril de 2026, garantindo maior controle sobre débitos automáticos.

Segundo Daiane Ribeiro, responsável do compliance e jurídico da Idea Maker, fintech que desenvolve soluções para e-commerce de produtos com venda incentivada, meios de pagamento e gestão de dados, a evolução dessas normas tem sido fundamental para estruturar o crescimento do mercado de pagamentos digitais no país. “Nos últimos anos, o Brasil construiu um ambiente regulatório que incentiva a inovação ao mesmo tempo em que reforça a segurança e a governança do sistema financeiro. Esse equilíbrio é essencial para garantir confiança nas transações digitais e sustentar o crescimento do setor”, afirma.

Por outro lado, o crescimento dos pagamentos digitais traz consigo desafios cada vez maiores em segurança e prevenção de fraudes. É nesse cenário que o fortalecimento das regras regulatórias e das estruturas de compliance se torna essencial para assegurar a confiança de consumidores e empresas no ambiente digital. “O desafio agora é manter esse equilíbrio entre incentivar novos serviços e garantir que o crescimento do mercado aconteça com segurança, transparência e proteção ao consumidor”, comenta a especialista.

Para a especialista, o compliance deixou de ser apenas uma exigência regulatória e passou a ser um diferencial estratégico. “À medida que as transações digitais ganham escala, cresce também a responsabilidade das empresas em garantir segurança, governança e conformidade. Hoje, o compliance é um pilar central da inovação no setor”, explica.

Qual é o futuro dos pagamentos digitais no Brasil?

O mercado de pagamentos digitais no Brasil deve continuar crescendo de forma acelerada em 2026. A ampliação das funcionalidades do Pix, a evolução do open finance e novas regras para instituições de pagamento podem impulsionar novos modelos de negócio, aumentar a competição e fortalecer a inclusão financeira. O avanço da digitalização também exigirá atenção à segurança, prevenção a fraudes e governança, reforçando a importância do compliance para a sustentabilidade do setor.

“O Brasil construiu um modelo regulatório que equilibra inovação e segurança. A próxima fase do mercado dependerá da capacidade das empresas de combinar tecnologia, eficiência e governança, garantindo que o crescimento seja sustentável e confiável para consumidores e investidores”, finaliza a CLO.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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