Startup brasileira aposta em tecnologia para democratizar o acesso ao divórcio

Startup brasileira aposta em tecnologia para democratizar o acesso ao divórcio

Plataforma digital simplifica processos, reduz custos e amplia o acesso à formalização do divórcio para população que recebe até seis salários-mínimos

Em um cenário em que quase metade dos casamentos no Brasil termina em separação, o acesso à formalização do divórcio ainda esbarra em entraves como custo, burocracia e falta de informação. De acordo com dados recentes, da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país registrou mais de 428 mil divórcios em 2024 — número que não reflete a realidade de milhares de casais que permanecem separados informalmente por anos, sem conseguir regularizar a situação.

É nesse contexto que surge a Separa Online, startup de impacto que tem como missão democratizar o acesso ao divórcio no Brasil, oferecendo um processo 100% digital, acessível e desburocratizado.

Criada por advogados, a empresa nasceu a partir da percepção de que o setor jurídico ainda carece de inovação, especialmente em serviços essenciais à população de menor renda. “Percebemos que muitas pessoas já estavam separadas há anos, mas não conseguiam formalizar o divórcio por falta de recursos ou orientação. A Defensoria Pública e os escritórios modelos, dentro das universidades, não dão conta de atender toda essa demanda. Nosso propósito é justamente tornar esse processo possível, com dignidade e segurança sobretudo para esta parte da população que está desassistida juridicamente”, explica a cofundadora, Laura Bubniak.

Acesso ampliado e modelo inovador

Com atuação nacional e atendimento também a brasileiros que vivem no exterior, a Separa Online oferece um modelo que reduz em até 70% os custos em comparação aos formatos tradicionais. O serviço parte de R$ 1.200 e pode ser parcelado, ampliando o acesso principalmente para famílias com renda de até seis salários-mínimos — público que concentra a maior demanda.

Todo o processo é realizado digitalmente, desde o primeiro contato até a averbação do divórcio. A jornada começa via WhatsApp, passa por uma triagem personalizada e segue com acompanhamento jurídico integral, sem necessidade de deslocamentos ou idas a cartórios.
Além da praticidade, a agilidade também se destaca: em alguns casos, o protocolo pode ser realizado no mesmo dia, com tempo médio de conclusão de cerca de 30 dias úteis, dependendo da tramitação judicial.

Desafogando o sistema e reduzindo conflitos

Outro impacto relevante da startup é o alívio na sobrecarga de instituições públicas, como a Defensoria Pública, frequentemente procurada por pessoas que não conseguem arcar com custos advocatícios. Ao mesmo tempo, o modelo digital contribui para a redução de conflitos entre as partes. Como o processo ocorre de forma mediada e sem contato presencial, há menos desgaste emocional — fator especialmente importante em separações consensuais. “A tecnologia ajuda a criar um ambiente mais neutro e organizado, o que favorece acordos e evita escaladas de conflito”, destaca Laura.

Impacto social e humano no centro do negócio

Mais do que uma solução jurídica, a Separa Online se posiciona como uma empresa de impacto social, com foco em humanizar um dos momentos mais delicados da vida das pessoas. Atualmente, a startup já recebe cerca de 500 contatos por mês, evidenciando uma demanda reprimida por serviços mais acessíveis e transparentes. A empresa mantém avaliação máxima em plataformas digitais, reflexo do atendimento baseado em empatia e respeito. “Não se trata apenas de um processo legal, mas de uma decisão de vida. Nosso papel é acolher, orientar e garantir que esse encerramento aconteça da melhor forma possível”, afirmam Laura.

Um mercado em transformação

Com casamentos cada vez mais curtos — a média caiu de 17,1 anos em 2004 para 13,8 anos em 2024 — e quase metade das separações acontecendo antes dos 10 anos de união, a tendência é de crescimento contínuo da demanda por soluções mais ágeis e acessíveis.

Nesse cenário, iniciativas como a Separa Online apontam para uma transformação estrutural no setor jurídico, combinando tecnologia, eficiência e impacto social.

Crédito da foto: Canva

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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