Copa do Mundo inspira empresas a fortalecer engajamento e cultura organizacional

Copa do Mundo inspira empresas a fortalecer engajamento e cultura organizacional

Flexibilidade, planejamento e senso de pertencimento podem gerar ganhos permanentes para as organizações

A Copa do Mundo vai muito além da paixão pelo futebol. A cada edição do torneio, empresas dos mais diversos segmentos revisam rotinas, flexibilizam jornadas e promovem ações internas para acompanhar os jogos da seleção brasileira. Mais do que uma resposta ao entusiasmo dos colaboradores, essas iniciativas revelam uma oportunidade estratégica para fortalecer o engajamento, a cultura organizacional e o trabalho em equipe.

Embora não exista obrigatoriedade legal para a liberação dos funcionários durante as partidas, a definição sobre eventuais alterações na jornada cabe às empresas, que podem estabelecer acordos internos ou adotar mecanismos previstos na legislação trabalhista, como compensação de horas ou flexibilização do expediente.

Para a SGF Global, empresa especializada em recrutamento, gestão de talentos e soluções em recursos humanos, a Copa também funciona como um laboratório de boas práticas de liderança. Assim como uma seleção depende de planejamento, comunicação eficiente, diversidade de perfis e objetivos comuns para alcançar bons resultados, as organizações encontram no período uma oportunidade para reforçar valores que permanecem relevantes muito depois do apito final.

O cenário brasileiro também demonstra a importância crescente de ambientes de trabalho mais flexíveis. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE, o trabalho remoto e os modelos híbridos passaram a fazer parte da realidade de milhões de trabalhadores brasileiros após a pandemia, consolidando novas formas de organização do trabalho. Já dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que acordos coletivos envolvendo flexibilização de jornada vêm sendo utilizados por empresas para atender necessidades específicas sem comprometer a produtividade.

Nesse contexto, iniciativas como transmissão dos jogos nas dependências da empresa, horários flexíveis, banco de horas e ações de integração podem contribuir para um ambiente mais colaborativo, desde que sejam planejadas com transparência e alinhadas às necessidades do negócio.

“A Copa do Mundo oferece uma oportunidade interessante para as empresas observarem como pequenos gestos de flexibilidade podem fortalecer a relação entre organização e colaboradores. Quando existe planejamento, comunicação clara e confiança, é possível conciliar produtividade com momentos de integração, criando experiências que reforçam o sentimento de pertencimento e a cultura organizacional. São aprendizados que permanecem muito além do evento esportivo”, afirma Heliana Silva, Country Manager da SGF Global no Brasil.

Para a executiva, outro aprendizado importante está na composição das equipes. Assim como uma seleção reúne profissionais com diferentes habilidades para atingir um objetivo comum, empresas que valorizam diversidade de competências, colaboração entre áreas e desenvolvimento contínuo tendem a construir ambientes mais preparados para enfrentar cenários de transformação e alta competitividade.

Mais do que adaptar horários durante um campeonato, a principal lição deixada pela Copa é que equipes motivadas, lideranças preparadas e uma cultura organizacional sólida continuam sendo fatores decisivos para alcançar resultados consistentes dentro e fora do ambiente corporativo.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *