Investimentos em infraestrutura movimentam mercado de máquinas da Linha Amarela

Investimentos em infraestrutura movimentam mercado de máquinas da Linha Amarela

Com projeção de 35,8 mil máquinas comercializadas em 2026, Linha Amarela acompanha investimentos em rodovias, saneamento, mineração e construção

O avanço da infraestrutura brasileira depende de investimentos, planejamento e, principalmente, capacidade de execução. Com uma carteira crescente de projetos em rodovias, saneamento, mobilidade, construção pesada e mineração, aumenta também a necessidade de mecanização para transformar recursos em obras, ampliar a produtividade e cumprir os cronogramas dos empreendimentos. Nesse cenário, os equipamentos de Linha Amarela assumem papel estratégico por estarem presentes em diferentes etapas dos projetos, da preparação dos terrenos à movimentação de materiais e à execução das obras.

Um exemplo da importância da mecanização está no setor rodoviário. A carteira de concessões federais regulada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) prevê R$ 306 bilhões em investimentos em obras ao longo de 18,1 mil quilômetros de rodovias. Considerando também operação, manutenção e serviços, o volume chega a R$ 525 bilhões. A implantação, ampliação e manutenção das rodovias envolve sucessivas operações de escavação, movimentação de terra, carregamento, nivelamento e compactação, demandando diferentes equipamentos ao longo do ciclo das obras.

“Os equipamentos da linha amarela são essenciais para determinar o ritmo de avanço das obras rodoviárias, mas também em outros segmentos da infraestrutura, como saneamento, além de projetos na área de mobilidade urbana e no setor de mineração, pois os modelos disponíveis ofertados no mercado nacional atendem diferentes condições de operação, de volumes e de etapas dos projetos”, afirma Eduardo Elias Marchetti, diretor de Projetos da Messe Muenchen do Brasil, promotora da ARENA M&T 2026, que acontece de 21 a 23 de outubro, no Centro Multieventos de Fazenda Rio Grande, no Paraná.

Categorias mais comercializadas

Retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas e pás-carregadeiras estão entre as categorias de maior volume de comercialização e encontram aplicações em diferentes atividades, como escavação, abertura de valas, movimentação de terra e materiais e carregamento. Já os rolos compactadores têm papel importante em obras rodoviárias e vias urbanas, enquanto os equipamentos compactos ampliam a mecanização em áreas com restrição de espaço.

No caso do saneamento, cujos recursos do Novo PAC para o setor, em 2025, chegaram a R$ 22,1 bilhões, elevando para aproximadamente R$ 61 bilhões o volume de investimentos selecionados desde 2023, a diversidade de obras, que podem ocorrer simultaneamente em diferentes municípios e apresentar características distintas, amplia a importância de equipamentos com diferentes portes e capacidades de operação.

Na mineração, a relação entre investimento e mecanização também é direta. A abertura e expansão de operações minerais, a preparação de áreas, a movimentação de grandes volumes de solo e materiais e a infraestrutura necessária para dar suporte aos empreendimentos exigem elevada capacidade de mecanização. Por isso, a mineração respondeu por 10% das compras de equipamentos de Linha Amarela no primeiro semestre de 2026, segundo o Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, realizado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema).

Mercado mantém patamar consistente

A combinação de diferentes frentes de investimentos ajuda a explicar o comportamento recente do mercado de máquinas de linha amarela. Depois de uma forte retração em 2023, provocada, entre outros fatores, pela redução das obras de infraestrutura e pelas dificuldades de acesso ao crédito, o mercado retomou o crescimento em 2024. Naquele ano, foram comercializadas cerca de 34,8 mil unidades, alta de 14% sobre 2023. Em 2025, o volume ficou em aproximadamente 34,3 mil máquinas e, para 2026, a projeção da Sobratema é de crescimento de 4%, para 35.843 unidades.

Para Claudio Schmidt, coordenador do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos, o resultado mostra a consistência do segmento mesmo diante de um ambiente de juros elevados e crédito mais restrito.

“O primeiro semestre confirmou um mercado consistente. A expectativa é de um segundo semestre mais cauteloso, mas suficiente para consolidar esse resultado”, afirma Schmidt.

A expansão da locação é outro movimento que reforça a importância da linha amarela para os setores demandantes. O mercado deve alcançar R$ 52,9 bilhões em 2026, crescimento de 7% sobre 2025, conforme levantamento realizado pela Associação Nacional dos Locadores de Equipamentos e Bens Móveis (Analoc), nos últimos cinco anos, o segmento registrou crescimento médio de 10% ao ano.

Aluguel de equipamentos

Segundo a Sobratema, 58% das construtoras participantes da pesquisa declararam alugar até 10% dos equipamentos utilizados em suas obras. Em mercados mais maduros, a locação representa entre 40% e 45% da utilização dos equipamentos. O Estudo aponta ainda que o setor figura entre os maiores compradores de máquinas da linha amarela no país (19%), ressaltando sua capacidade de oferecer ao mercado a mecanização necessária para atender o ritmo e as características de cada projeto. Em obras com frentes simultâneas ou demandas temporárias, a locação também permite acesso à mecanização sem que toda a capacidade necessária precise ser incorporada à frota própria.

É nesse contexto de retomada do mercado, expansão dos investimentos em infraestrutura e avanço da mecanização que a ARENA M&T 2026 reunirá fabricantes, fornecedores e profissionais dos setores de construção, infraestrutura, mineração e locação. Realizado de 21 a 23 de outubro, no Centro Multieventos de Fazenda Rio Grande (PR), o evento terá destaque para equipamentos da Linha Amarela e suas aplicações em diferentes segmentos da economia. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Fazenda Rio Grande e a correalização da Companhia de Desenvolvimento de Fazenda Rio Grande (CODEF). A feira é uma expansão da M&T Expo – part of bauma NETWORK, principal feira de máquinas e equipamentos para construção e mineração da América Latina e realizada pela Messe Muenchen do Brasil, a subsidiária brasileira da Messe München, uma das principais organizadoras de feiras de negócios do mundo.

Credenciamento aberto e gratuito

Profissionais do setor já podem se credenciar gratuitamente para participar da ARENA M&T 2026, que acontece de 21 a 23 de outubro, em Fazenda Rio Grande (PR), e acompanhar as demonstrações práticas de máquinas e equipamentos em condições reais de operação.

Faça seu credenciamento gratuito em: arenamt.com.br

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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