Alta do dólar reflete nas empresas e no turismo
Depois de cinco altas seguidas, o dólar iniciou a semana com ligeira queda, cotado a R$ 2,13 para venda. Entretanto, pelas apostas dos analistas financeiros, a moeda norte-americana não deve mais ficar abaixo dos R$ 2, devendo se estabilizar em torno de R$ 2,10, sinalizando que o pior ainda está por vir.
Só no mês passado, o dólar comercial subiu 4% em relação ao real. Embora o câmbio valorizado seja benéfico para as empresas exportadoras, ele representa um aumento do endividamento das companhias que investiram nos seus parques fabris para produzirem mais. O dólar em alta também encarece as importações, causa pressão sobre os preços dos produtos e vem causando grande apreensão nas agências de turismo.
Aliás, as operadoras de turismo reagiram rápido à alta do dólar nos últimos dias. Para evitar a perda de clientes das viagens internacionais, as maiores operadoras criaram um câmbio menor ou mantiveram a taxa cobrada antes da alta do dólar . Ao que tudo indica, os turistas de uma forma geral ainda não tomaram conta do que representa a alta do dólar. Tanto é que as agências, pelo menos com as quais eu mantive contato, não registraram cancelamentos de viagens ao exterior.
A CVC, por exemplo, manteve o câmbio promocional de R$ 2,18 para o dólar turismo (contra a taxa de mercado de R$ 2,25) e de R$ 2,84 para o euro, contra R$ 2,93 do mercado. Segundo a operadora, as pequenas variações no câmbio não chegam a interferir nas vendas de pacote ao exterior, já que os consumidores planejam a viagem com antecedência e preferem absorver essas diferenças nos parcelamentos em até 10 vezes sem juros.
Quando se faz uma análise dos pacotes internacionais e locais, mesmo com a alta do dólar, viajar para o exterior em alguns casos é mais vantajoso. É que alguns destinos para o Brasil ainda estão muito caros. Por exemplo: se o turista optar um resort no Caribe ele vai pagar menos do que num resort brasileiro.








