Industriais querem crédito presumido para utilização de insumo reciclado

Um grupo de fabricantes de torneiras e metais sanitários instalado na região noroeste do Paraná, veio buscar o apoio da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) para a criação de políticas estaduais que protejam e fortaleçam o setor. Representados pela Aimes – Associação das Indústrias de Metais Sanitários – os empresários alegam que perdem em competitividade por precisarem comprar seu principal insumo, o latão, em outros estados – o que encarece o processo produtivo e reduz o volume de emprego no Paraná.

Uma das soluções apresentadas pelos industriais foi substituir o latão comprado em lingote de São Paulo por material reciclável, recolhido no Paraná. Porém, a adoção imediata do processo de reuso aumentaria o custo tributário do produto final porque os fornecedores de sucata são, em geral, pessoal física ou microempreendedores enquadrados no Simples, e, de acordo com as regras de tributação, não geram créditos de ICMS para os compradores de sua matéria-prima.

Para contornar essa situação, os industriais do setor pretendem solicitar ao governo estadual que conceda crédito presumido sobre a revenda de produtos feitos com sucata de latão, e também créditos para as empresas que industrializam materiais reciclados.

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, ouviu as reivindicações do grupo e comprometeu-se a buscar uma solução para o setor. “Avalio que esta demanda é de extrema importância para nosso estado, pois 15% da produção de metais sanitários do Brasil está concentrada nesta região. Daremos um encaminhamento a este assunto junto aos órgãos competentes do governo do estado, envolvendo a secretaria da Fazenda e do Meio Ambiente”, disse o presidente.

O diretor da Real Metais Sanitários, Henrique Torres, esteve na reunião com a Fiep e aguarda o desdobramento do encontro. “Temos o apoio da Federação e podemos seguir com nossa proposta com mais respaldo. Queremos levar nossa reivindicação adiante, para o governo do estado”, ressaltou.

O Arranjo Produtivo Local (APL) de metais da região noroeste já utilizou material reciclável em seu processo, mas abandonou a prática porque tornou-se pouco vantajosa. A empresária da Imperatriz Metais Sanitários, Roberta Gomes, lamenta não poder abrir novos postos de trabalho com a utilização de matéria-prima reciclada. “Temos toda a infraestrutura para trabalharmos com insumo reutilizado. Mas atualmente, isso encarece nosso produto final. Queremos mostrar isso ao governo do estado para podermos aumentar nossa competitividade”, explica a empresária.

A região noroeste do Paraná é o segundo principal polo produtor de metais sanitários em número de peças do país, atrás apenas de São Paulo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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