Simples Nacional deve atingir marca de 9 milhões de negócios cadastrados até agosto
Antecipando a regularidade dos últimos anos, o regime de tributação Simples Nacional pode completar mais um milhão de empresas cadastradas até o início de agosto, alcançando a marca de 9 milhões de negócios registrados no site da Receita Federal. Criado em 2007 para simplificar e reduzir o montante de impostos pagos pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs), o Supersimples deve também conquistar mais uma grande vitória neste segundo semestre de 2014. Após ser aprovado pelo Senado Federal, o projeto de lei que universaliza o acesso do setor de serviços ao regime, vai à sanção presidencial. Se sancionado, entra em vigor em janeiro de 2015, proporcionando que 140 novas categorias de serviços sejam beneficiadas.
Segundo analisa Mario Berti, presidente da Fenacon (Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas), entidade que representa mais de 400 mil empresas dessas áreas, dentre as maiores novidades do projeto estão a inclusão de várias atividades, antes vetadas, como optantes pelo Simples Nacional, além da migração de algumas outras para tabelas mais favoráveis, como os fisioterapeutas e sociedades de advogados, por exemplo.
De acordo com os últimos dados disponibilizados pela Receita Federal, no dia 19 de julho, já eram 8.979.844 empresas optantes pelo sistema. Dessas, 4.136.303 foram registradas no regime de Microempreendedor Individual (MEI). Em julho de 2007, logo que o regime entrou em vigor, eram, ao todo, 1,3 milhão de negócios. A Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, criada junto ao Simples, foi o que tornou possível essa nova realidade.
“O apoio ao desenvolvimento e a criação de um ambiente macroeconómico favorável à atividade empresarial são a resposta para os desafios do Brasil hoje. Ao se melhorar o ambiente de negócios, o reflexo é a criação de emprego, a geração de renda e o crescimento da arrecadação. Com a universalização do Simples as taxas de crescimento devem ser ainda maiores”, enfatiza Berti.
Para o presidente da Fenacon, os indicadores apontam a consolidação do empreendedorismo e a redução do trabalho informal. Desde a criação do regime simplificado, em 2007, luta-se para incluir profissionais como advogados, consultores, corretores, clínicas de fisioterapia, jornalistas, entre outros, totalizando 140 novas categorias de serviços. “A universalização, portanto, será, sem sombra de dúvidas, mais um fato histórico”, analisa.








