Fim da publicidade infantil pode gerar prejuízo de R$ 33 bilhões

macarrão da MônicaA Maurício de Sousa Produções (MSP) solicitou estudo ao GO Associados, em busca da análise dos impactos socioeconômicos gerados pela resolução n°. 163, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) – órgão ligado à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República –, que regulamenta a publicidade dirigida às crianças e aos adolescentes. O relatório foi apresentado por Maurício de Souza, em evento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ocorrido na última semana.

O foco inicial da pesquisa abrange o faturamento do setor que, no Brasil, vem crescendo em média 4% ao ano. O comércio de produtos infantis licenciados, somado a outros quatro setores – brinquedos, agricultura, alimentos e higiene e limpeza – gera em média R$70 bilhões em produção na economia nacional, 1,5 bilhão de empregos, R$ 13,3 bilhões em salários e quase R$ 4,8 bilhões em tributos.

Limitações determinadas pela resolução 163, de acordo com o estudo, geram prejuízo de R$ 33,3 bilhões. Além disso, mais de 728 mil pessoas perderiam espaço no mercado de trabalho, acarretando a baixa em salários e arrecadações tributárias. São citados, ainda, treze setores da economia em que a MSP faz licenciamento, que sofreriam com redução de sua demanda final.

Estima-se que a resolução do Conanda transforma o mercado publicitário de produtos destinados a crianças e adolescentes em um setor fechado, impossibilitando a entrada de novas empresas, diminuindo a oferta de produtos e incentivos à inovação. Além disso, acarreta, segundo o estudo do GO Associados, o aumento de preço e redução da diferenciação e da qualidade dos produtos disponíveis no mercado, assim as multinacionais que já têm marca estabelecida mundialmente seriam beneficiadas, enquanto empresas nacionais sofreriam.

Para a marca controlada pelo cartunista, a resolução prejudica o faturamento da empresa, que firma mais de 80% em licenciamento de produtos infantis com seus personagens. Em seguida, o relatório levanta a questão de que a importância dos personagens criados por Maurício de Souza excede o licenciamento de produtos, e que todas as proibições acarretam danos às próprias crianças que são beneficiadas por projetos relacionados à educação.

Além disso, a pesquisa analisa a resolução 163 do ponto de vista jurídico. Afirma, desde o início, que atinge direitos resguardados pela Constituição Federal, assim declara “esta padece de requisitos fundamentais e constitucionais ao qual se propôs”.  (Informações do Portal Comunique-se)

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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