Programas de Compliance exigem estratégia para atingir público-alvo

Rogeria Gieremek
Rogeria Gieremek

A eficácia dos programas de Compliance não depende apenas da seleção de bons profissionais para a tarefa. Uma vez constatado que as atividades são positivas para os processos da empresa, chega a parte mais delicada do trabalho: os profissionais da área têm, não apenas que apresentar experiência acadêmica e profissional sobre o assunto, como também – e principalmente –sensibilidade para adequar o discurso ao público-alvo. O mesmo ensinamento sobre regras e políticas da empresa pode ser ministrado a um grupo de executivos e à equipe de produção. Porém, a linguagem tem de ser adequada a cada setor, sob o risco de não ser compreendida pela maioria ou de não despertar interesse.

A sensibilidade e o bom senso são as primeiras condições para quem prepara e/ou escolhe o profissional encarregado de ministrar palestras em um programa de Compliance. Um currículo estrelado e um discurso erudito podem funcionar muito bem para pessoas com conhecimento e prática acadêmica mais acentuada, mas não é eficiente para o time com um nível de escolaridade mais baixo. Isso porque, na maioria das vezes, o ambiente frequentado por estes profissionais é mais informal, com linguajar simples e direto, o que pode dificultar a compreensão integral da mensagem. Portanto, a adequação do discurso é a ferramenta necessária para que o conteúdo seja assimilado e praticado.

Da mesma forma, não se pode perder de vista que um programa de Compliance é algo dinâmico, que não se encerra em uma palestra ou treinamento, mas que deve considerar revisões constantes e reforço de regras transmitidas anteriormente, como uma maneira de fixar as mensagens-chave.

Além disso, os profissionais envolvidos com a área precisam considerar que a empresa também é um organismo em constante transformação. As companhias mudam para acompanhar o mercado ou por questões internas e as políticas da casa devem estar em conformidade com essas mudanças para não ficarem obsoletas. Um programa de Compliance efetivo é vivo e deve ser modificado sempre que necessário, mas sem perder a sua essência, que deve refletir os valores da organização.

O artigo foi escrito por Rogéria Gieremek, consultora global do Programa de Compliance da Serasa Experian, presidente da Comissão Permanente de Estudos de Compliance do IASP e presidente da Comissão de Estudos de Gestão de Terceiros do Instituto Compliance Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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