Franquias avançam e se tornam um modelo de negócio vantajoso diante da crise

Em meio à crise econômica, as franquias têm se apresentado como um modelo de negócio assertivo. E os indicadores sobre o setor, divulgados recentemente, são uma prova disso. Por exemplo: Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo comprovou que das dez empresas que mais abriram lojas no País nos últimos dois anos, sete atuam no sistema de franquias. Já de acordo com dados da Associação Brasileira de Franchising, o setor de franquias faturou R$ 139 bilhões, em 2015, e responde por 2,3% do PIB nacional, sem contar que as 138 mil unidades franqueadas no Brasil empregam mais de um milhão de pessoas.
Para este ano, o setor de franquias projeta um crescimento entre 6% e 8% no faturamento e de até 10% na abertura de novas unidades. Para o professor do MBA de Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo, Leandro Krug Batista, o sistema de franquias é um modelo de negócio vantajoso. Mas é necessária uma análise de viabilidade do negócio para que haja êxito na decisão de abrir um novo empreendimento.

Segundo o professor, quando se decide seguir por esse caminho, é preciso que o empresário leve em consideração três questões fundamentais que são: Qual o tamanho e o potencial do mercado a ser atendido? Se a proposta de valor é competitiva? E se esse é o tipo de negócio que o empresário teria disposição e habilidade para atuar durante um longo prazo. Essa análise é muito importante para se conhecer os riscos do negócio e evitar que o empreendimento fracasse, principalmente num cenário de retração econômica.
E de acordo com o ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, as franquias do Paraná aparecem com destaque. O Grupo Boticário, com quase 4 mil lojas e um faturamento bruto de mais de R$10 bilhões em 2015 é a oitava empresa entre as maiores companhias brasileiras de varejo. Já a curitibana Drogavet, que é a maior rede de franquias de farmácias de manipulação veterinária do Brasil, estima um crescimento de 15% para este ano, devendo chegar a 35 lojas no Brasil até dezembro. A empresa sediada em Curitiba faturou R$ 29 milhões no ano passado e projeta 50 lojas operantes e rentáveis até dezembro de 2017.


