Marketplaces transformam a jornada da manufatura

Maurricio Trezub.
Maurricio Trezub.

A busca de manufaturas por soluções de marketplace registrou um crescimento de 82% no segundo semestre de 2016, comparado ao primeiro. Isso só entre os clientes TOTVS. Essa tendência é bem recente e tem acontecido devido à alteração de cultura que já vem transformando o varejo e agora chega também aos fabricantes. Assim como os lojistas, a indústria se prepara para uma mudança no modelo de negócio, puxada pelo consumidor. Para quem ainda não está familiarizado com o termo, marketplaces são grandes varejistas online que permitem a venda de produtos de terceiros em seus portais em troca de uma comissão sobre a venda. Alguns exemplos de marketplaces brasileiros são: Submarino, Americanas, Ponto Frio, Netshoes, Extra, Mercado Livre, entre outros.

No modelo atual, até um produto chegar ao cliente final, ele passa por três margens de lucro – a do fabricante, a do atacado/distribuidor e a do varejista. Isso cria uma tributação em cascata, já que o produto tem notas de saída e entrada em cada uma das etapas, e aperta as margens de cada player envolvido.. Outros pontos fracos são o longo tempo para montar a cadeia, o conflito dos canais de distribuição e o estoque parado na cadeia.

Assim, a indústria está longe de seu cliente final, não tem acesso a seu perfil e demandas em tempo real. Ela fica na dependência dos grandes varejistas, que controlam o preço de venda e a experiência do cliente. A marca fica distante do consumidor. Quer dizer, ficava. Porque com redes sociais, apps e comércio eletrônico esse cenário está num processo de forte transformação. E é aí que entra a ferramenta que integra o software de gestão – que a manufatura já tem – ao marketplace de grandes varejistas.

Para o fabricante, é essencial ter um parceiro de tecnologia que reduza gargalos como o conflito com a cadeia já existente, a falta de cultura de varejo, times de TI enxutos, cadastro de produtos incompletos e a própria integração com os marketplaces. Com esses pontos superados, a indústria continua focada em produzir e entregar seus produtos, mas estando muito mais próxima do consumidor final e criando um relacionamento direto com ele. Para se beneficiar deste novo canal a indústria deve fazer investimentos em duas áreas: tecnologia e cultura digital.

Um ponto crucial no sucesso da migração da indústria para o digital é utilizar as estratégias corretas para evitar conflitos com os canais já existentes. Muito resumidamente, indústrias novas devem ir direto para o mundo digital, pois não precisam se preocupar com conflitos, indústrias com canais de distribuição importantes já estabelecidos tem duas opções. A primeira é montar estratégias diretas de vendas ao consumidor final e direcionar os pedidos para as revendas, a segunda é utilizar um parceiro de logística digital para operar os canais on-line.

Aquele índice de crescimento que citei se dá porque as empresas de manufatura, de todos os portes, já estão entendendo que entrar para o mundo digital não será uma grande dor de cabeça, desde que essa jornada seja feita com o suporte de fornecedores especialistas no assunto e com a estratégia de entrada correta. E o retorno pode ser muito significativo. Já citei alguns ao longo do texto – como o relacionamento mais próximo com o consumidor final e a maior margem de lucro – mas gostaria de destacar mais alguns: proporcionar uma melhor experiência de compra, trabalhar com dados fornecidos pelo consumidor para planejamento de produção, aumento de conversão e engajamento com a marca, tempo reduzido para lançar um produto, gestão otimizada do estoque e maior alcance de mercado.

É ou não é a oportunidade ideal?

O artigo foi escrito por Maurício Trezub, que é diretor de e-commerce da TOTVS.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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