Brandformance: a gestão plena da construção de marcas

Gustavo Macedo.

No mundo em que as comunicações convergem para o digital, a simples contraposição entre estratégias voltadas à promoção de vendas (performance) e estratégias para a construção e fortalecimento de marca não faz mais sentido. Neste ambiente unificado, essas “barreiras” são muito tênues com o consumidor buscando informações sobre determinado tema e já passando a compra, como a situação contrária, ou seja, ao realizar uma compra, buscar referências sobre a empresa ou categoria. Logo, unir essas duas abordagens é fundamental para a sobrevivência no mundo digital.

É aí que entra o conceito de brandformance, em outras palavras, a aplicação de um mindset de performance a construção e fortalecimento da marca. Em um primeiro olhar, este conceito pode até parecer contraditório – afinal, performance não está ligado a vendas? –, mas na prática funciona muito bem: a partir de dados, estabelecer uma estratégia de construção de marca, definir indicadores aferíveis para esse objetivo específico, executar e medir os resultados com o olhar voltado à aprendizagem.

A chave deste processo está, justamente, no feedback. Esses dados retroalimentam todo o processo, formando uma metodologia sólida que viabiliza uma gestão muito próxima e palpável de aspectos muitas vezes considerados puramente intangíveis. Certamente, a construção de marca envolve aspectos intangíveis e até subjetivos, mas eles podem ser mensurados, ainda mais agora com a ampla gama de ferramentas e tecnologias disponíveis no mercado.

Essa sistemática traz muitas vantagens. Primeiro em termos de custo. Você consegue atingir mais pessoas ou alcançar seus objetivos com o mesmo investimento ou até menos. Isso porque se aprende ao longo da campanha os melhores canais, frequências e especificações para aquele objetivo específico. Ganha-se também na qualidade, tanto em relação a gestão da estratégia digital como um todo – que passa a ter um controle efetivo – como em relação as mensagens. Cada feedback do público é uma oportunidade para aprimoramentos em termos de linguagem, estrutura e formato. Nesse sentido, a utilização de medidas como viability e completion rate ajudam muito a ter uma visão mais precisa da receptividade, ou não, do público às mensagens e linha criativa adotada.

A terceira vantagem é um desejo antigo dos comunicadores, mas que só agora é viável. O brandformance permite o desenvolvimento de campanhas realmente vivas e flexíveis, características tão necessárias para um contexto em o consumidor e seu ambiente estão em constante e rápida transformação. Esqueçam formatos estaques, agora é a hora da adaptabilidade, mas com direcionamento e bases efetivas para a tomada de decisão.

O brandformance da margem ainda a um bônus extra: uma maior integração de canais, on-line e off-line. Atualmente, conseguimos medir de fato o impacto de uma veiculação de TV nas redes sociais, por exemplo. Quão valiosas são essas informações para aprimorar a campanha. Já existem modelos que inclusive correlacionam estas ações. É a verdadeira comunicação integrada que é desenha conjuntamente, de forma que um canal potencialize o outro, sempre medindo e acompanhando os resultados. Neste processo, uma dica importante: cuidado aos simplesmente adaptar mensagens para cada canal. Isso não é suficiente, é necessário que a mensagem seja desenhada para aquele meio (logo, conhecê-lo também é fundamental).

Desta forma, o brandformance permite uma gestão plena da construção de marcas, o que, em última instância também gera leads e alavanca vendas. São poucas as empresas que adotaram e efetivamente praticam esta abordagem, mas o mercado brasileiro tem muito a se desenvolver, gerando grandes oportunidades.

O artigo foi escrito por Gustavo Macedo diretor de Content & Creative da iProspect Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *