Empresas enquadradas no Simples Nacional devem estar atentas às mudanças que vão ocorrer a partir e 1º de janeiro

A partir do dia 1º de janeiro o Simples Nacional, ou o Supersimples, vai passar por grandes modificações. Entre as mudanças estão a alteração dos limites de valores desse modelo tributário e a criação de uma faixa de transição para a saída do Simples para outra tributação.

Essa alteração se deve ao fato do tratamento diferenciado e favorecido às microempresas e empresas de pequeno porte com a lei de 2006, que possibilitou diversos avanços para esse tipo de negócio. Entretanto, existia uma “trava de crescimento”, por não haver um regime transitório desse tipo de empresa para as demais. Ou seja, até agora se a empresa faturasse em um ano mais que do que R$ 3,6 milhões, no ano seguinte, ela teria uma carga tributária igual a uma empresa que fatura R$ 78 milhões pelo regime do lucro presumido ou qualquer outra com qualquer faturamento no lucro real. Isso acabava levando muitas empresas a represar seu crescimento ou então partir para a sonegação fiscal.

A partir do próximo ano, o novo teto de faturamento para as empresas enquadradas no Simples Nacional é de R$ 4,8 milhões por ano, ou R$ 1,2 milhão a mais do que atualmente. Porém, tem uma ressalva: o ICMS e o ISS serão cobrados separado do Documento de Arrecadação e com todas as obrigações acessórias de uma empresa normal quando o faturamento exceder R$ 3,6 milhões acumulados nos últimos 12 meses, ficando apenas os impostos federais com recolhimento unificado.

Já a alíquota inicial permanecerá a mesma nos anexos de comércio, indústria, e serviços (anexos III, IV), exceto para o novo anexo V de serviços, que será atualizado. Outra mudança: Em 2018, micro e pequenos produtores de bebidas alcoólicas como cervejarias, vinícolas e destilarias) poderão optar pelo Simples Nacional, desde que inscritos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Em relação a importação e exportação, as empresas de logística internacional que forem contratadas por empresas do Simples Nacional estarão autorizadas a realizar suas atividades de forma simplificada e por meio eletrônico, o que impactará diretamente nos custos do serviço aduaneiro.

Quanto ao regime do Microempreendedor Individual, as duas grandes mudanças são o novo teto de faturamento que passa de R$ 60 mil para R$ 81 mil reis por ano e a inclusão do empreendedor rural.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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