Residências mais acessíveis

Caroline Cavalheiro.

O último Censo Demográfico do IBGE mostrou que mais de 45 milhões de pessoas convivem com algum tipo de deficiência. Portanto, empatia e consciência social são necessidades urgentes quando se trata de construção residencial. O ideal é que as novas construções adotem itens de acessibilidade ainda na fase de projeto, envolvendo as áreas de arquitetura, civil, elétrica, eletrônica, mecânica e hidráulica.

As construtoras precisam respeitar a norma 9050 da ABNT, que estabelece diretrizes e critérios básicos para a promoção da acessibilidade, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

Um condomínio precisa incluir itens de acessibilidade desde a entrada, passando pelas áreas comuns, até chegar no próprio apartamento. Este deve permitir que a pessoa com deficiência física ou com mobilidade reduzida consiga se locomover com naturalidade, com circulações que permitam áreas de manobras adequadas para cadeiras de rodas. Portas adequadas, banheiros maiores, com barras de apoio, acessos que tenham pavimentação com revestimento adequado e caminhos sem desníveis ou degraus, privilegiando planos inclinados ou rampas, são itens que proporcionam mais autonomia, permitindo a circulação por todo o empreendimento.

O custo de implantação dos itens de acessibilidade é de baixo impacto, encarecendo menos de 1% do valor final da obra. Já adaptar um empreendimento pronto pode elevar o orçamento da obra em até 25%. Além disso, a adoção destas práticas favorece a questão de inclusão social, beneficiando a população e impactando em uma melhor qualidade de vida ao deficiente físico. É necessário entender a norma de acessibilidade não somente para atender uma legislação, mas como uma necessidade de inclusão social, para a construção coletiva de cidades mais humanas.

O artigo foi escrito por Caroline Cavalheiro, que é arquiteta e urbanista da Rôgga Empreendimentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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