Qual a melhor opção no financiamento do imóvel?

Daniele Akamines.

Teremos este mês reunião do Copom com nova previsão de redução da taxa SELIC, que já se encontra no mínimo histórico de 6,5%. Esse movimento, juntamente com o anúncio recente da Caixa, da queda dos juros do crédito imobiliário, fez com que as taxas caíssem em todos os bancos, chegando em alguns deles a ficar inferior ao juros do Programa Minha Casa Minha Vida. Com isso o consumidor precisa pesquisar e analisar bem para escolher a melhor alternativa para o seu caso.

Compradores que estão à procura do imóvel para comprar, devem olhar com cautela as condições antes de definir onde irá fazer o seu financiamento. Cabe lembrar que nem sempre a taxa mais baixa é a melhor opção, visto que quando contratamos um financiamento imobiliário, além do juros, devemos observar os seguros obrigatórios (MIP – Morte e Invalidez Permanente e o DFI – Danos Físicos do Imóvel), sistema de amortização utilizado (SAC ou Tabela Price), além do pacote de serviço necessário para garantir a redução da taxa.

Apresentamos abaixo um comparativo para um financiamento de R$ 500.000,00, para um comprador de 37 anos, no prazo de 204 meses nos principais bancos. Incluímos a coluna total, considerando que o financiamento foi pago no prazo contratado sem nenhuma amortização.

BancoTaxaCETPrestação inicialPrestação finalTotalSistema de amortização
Santander8,999,766.250,552.493,63R$ 898.862,82SAC
CEF9,7410,5036.496,72.495,14R$ 928.250,45SAC
BB8,999,766.327,622.562,24R$ 905.239,63SAC
BB8,999,76.287,296.177,64R$ 781.892,53TP
Itaú9,310,156.390,372.494,22R$ 921.000,61SAC
Bradesco8,959,916.241,352.493,63R$ 906.994,51SAC

Pela tabela acima, nota-se que apesar do BB e do Santander possuírem a mesma taxa de juros, o pagamento final no Santander é menor, pois o seguro – para essa faixa etária – é mais barato que no BB. Colocamos, ainda, a opção de financiamento no BB pela Tabela Price – TP – reduzindo o prazo para 125 meses e equiparando a primeira prestação na SAC, nesse caso, com a redução do prazo teríamos um cenário muito mais vantajoso.

Segue outro comparativo para um financiamento de R$ 500.000,00 para um comprador de 62 anos, no prazo de 204 meses nos principais bancos. Incluímos a coluna total, considerando que o financiamento foi pago no prazo contratado sem nenhuma amortização:

BancoTaxaCETPrestação inicialPrestação finalTotalSistema de amortização
Santander8,9914,528.012,222.493,63R$ 1.078.553,35SAC
CEF9,7413,92687.667,392.495,14R$ 1.067.463,21SAC
BB8,9911,426.998,512.564,24R$ 968.469,73SAC
BB8,9911,416.958,186.184,42R$ 828.447,66TP
Itaú9,315,127.786,072.494,22R$ 1.145.198,10SAC
Bradesco8,9512,986.895,132.493,63R$ 1.058.033,23SAC

Aqui o BB tem a melhor condição, pois nessa faixa etária o seguro é mais barato. Colocamos aqui também a opção pela Tabela Price com prazo de 125 meses e equiparando a primeira prestação na SAC. É importante ressaltar que os comparativos acima baseiam-se somente na taxa de juros, no entanto, para garantir a menor taxa ao cliente, em alguns casos, é solicitado ao cliente relacionamento com o banco.

A Caixa, por exemplo, – para a linha SFH – trabalha com uma taxa balcão de 10,5% a.a. (efetiva) que pode chegar a 9,7499% a.a. caso o cliente possua relacionamento + conta-salário. O Santander tem uma taxa bonificada de 8,99% a.a., usada para calcular o valor dos juros das 12 primeiras prestações mensais do financiamento, podendo ser prorrogado, de acordo com as condições avaliadas, a cada período de seis meses no financiamento imobiliário. Para ter este benefício, é preciso:

• Ser titular de um cartão de crédito e fazer uma nova compra de qualquer valor a cada fatura mensal.
• Efetuar o pagamento das prestações do financiamento imobiliário por débito automático em conta-corrente.
• Manter o pagamento das parcelas em dia.
• Ter, no mínimo, um dos seguintes produtos ou serviços: Seguro Residencial, Seguro de Vida, Seguro de Acidentes Pessoais, Capitalização, receber o salário no Santander ou DPP (Depósito Programado de Poupança).

O Banco do Brasil calcula mensalmente a redução da taxa caso o cliente possua conta-salário.
Compradores que já possuem contrato de financiamento imobiliário ativo têm agora duas opções: a primeira tentar com o banco onde possui crédito contratado à redução da taxa – alguns bancos oferecem essa possibilidade – ou, ainda, partir para a portabilidade desse financiamento. Nessa situação, o comprador deverá passar por nova análise de crédito e, sendo o mesmo aprovado, é feita uma averbação no Cartório de Registro de Imóveis para alterar o credor.

O artigo foi escrito por Daniele Akamines, que é diretora da Akamines Negócios Imobiliários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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