Mercado de planos de saúde para animais de estimação continua em expansão

Os últimos dados do IBGE apontam que existem no Brasil 132 milhões de animais de estimação. Cães e gatos representam a maior parcela de pets no país, totalizando mais de 74 milhões de companheiros de quatro patas. Faturando perto de R$ 20 bilhões por ano, e representando 0,38% do Produto Interno Bruto (PIB), só para se ter uma ideia, o mercado pet já é maior do que o de linha branca, composta de geladeiras e fogões.
De olho no potencial desse mercado, cresce cada vez mais o número de empresas em Curitiba que estão oferecendo planos de saúde para pets com mensalidades que variam de R$ 40 até mais de R$ 100. Estão disponíveis no mercado, 17 opções de planos de saúde animal, que oferecem desde serviços básicos, como consultas e exames, até outros mais específicos, como cobertura de parto, implante de microchip e até auxílio-funeral. Os mais completos incluem vacinas, castração e reembolsos de procedimentos feitos fora da rede credenciada.
Mas por que será que essa área vem se destacando tanto num período em que as pessoas estão cortando seus gastos? A resposta é simples. É que com as mudanças de comportamento dos donos, os animais de estimação passaram a viver dentro das casas e ganharam o status de membros da família. Como sobem no sofá, dormem no quarto e dividem o ambiente com as crianças, eles ganham um cuidado maior dos seus donos. E então, a atitude, que antes era curativa, hoje se tornou preventiva.
A principal vantagem de aderir um plano de saúde para cães e gatos é não precisar se preocupar com os gastos inesperados de idas e vindas ao veterinário. Outra vantagem são os valores que costumam agradar o bolso dos donos dos bichanos, quando comparados aos gastos com consultas particulares. Por exemplo, um estudo feito pela corretora de saúde Célebre prova que um plano de saúde pode reduzir os gastos com o bichinho em até 25%.
Hoje, de acordo com a corretora Melhor Seguros, a maior parte dos contratantes de planos de saúde para pets são mulheres, que representam 60% do total. E assim como nos planos de saúde para pessoas, todo o cuidado é pouco. A orientação do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) é que o proprietário do animal de estimação, antes de contratar um plano de saúde, consulte o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu estado sobre a regularização do serviço, que é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária na Resolução 647, de 1998. Os planos devem obrigatoriamente estar registrados no conselho de sua jurisdição.








