Pagamento instantâneo será uma alternativa bem mais barata para os comerciantes
Um dos temas mais comentados nas últimas semanas nos meios empresariais e financeiros, depois é claro, da Reforma da Previdência, é o pagamento instantâneo, que promete facilitar as transações financeiras entre pessoas, empresas, governo e profissionais autônomos e liberais.
O pagamento instantâneo é um projeto conduzido pelo Banco Central e a expectativa é que seja implantado já no próximo ano. Ele permitirá que todas as transações sejam concluídas em no máximo 20 segundos. Além disso, será uma alternativa mais barata para os comerciantes, pois o pagamento instantâneo dispensa o uso das maquininhas e, consequentemente, do pagamento das taxas.
Os pagamentos serão realizados por QRCode, ou Código QR, ou então através de biometria facial ou pulseiras eletrônicas, quando o celular não está disponível. Desta forma, os recursos da venda entrarão na conta da empresa em tempo real, independente do horário, origem ou destino dos recursos, mesmo que ocorra no fim de semana. Hoje, por exemplo, pelo sistema atual não há transferência de dinheiro fora do horário comercial.
A ideia do Banco Central é criar uma nova infraestrutura, similar a existente para as TEDs, mas que funcione 24 horas e que não fique restrita apenas a bancos. Dessa forma, as fintechs e varejistas poderão ter acesso a esta rede, incentivando a compatibilidade e democratizando seu acesso por parte da população. Esta rede também tem como objetivo evitar o surgimento de um monopólio, ou duopólio, de meios de pagamento.
O que se observa, neste momento, é que alguns bancos e fintechs estão se antecipando a esta tendência, procurando criar redes de pagamentos com características similares ao projeto do Banco Central. Recentemente, o Itaú anunciou o lançamento de um aplicativo que terá esse tipo de recurso para atender os desbancarizados. O Mercado Pago também vem estabelecendo parcerias com redes de farmácias, combustíveis e restaurantes a fim de permitir o pagamento online e sem os intermediários tradicionais, como Visa, Mastercard, Cielo, Rede e Getnet.
Agora é só aguardar que este projeto do Banco Central, que promete revolucionar o mercado financeiro, entre em vigor mesmo em 2020, confirmando as expectativas.


