Ter o nome sujo no Google é pior do que constar no cadastro da Serasa
“Houve um tempo em que a boa reputação vinha do resultado da busca em órgãos de proteção de crédito. Hoje as pessoas usam o Google e as redes sociais para saber se deve mesmo contratar uma pessoa ou empresa, ou se patrocina tal projeto ou artista”. A afirmação é do consultor e palestrante Flavio Muniz, que também é criador e idealizador da Agência Espalhando, que este ano completa 10 anos no mercado.
Muniz compreende como funciona cada algoritmo e o processo comportamental da maior plataforma de busca, além das particularidades das redes sociais. Segundo ele, ninguém está imune a esta exposição e, portanto, a esta avaliação de sua reputação. “Ter o nome sujo no maior serviço de buscas da rede prejudica a imagem em muitos sentidos, não só no momento de arrumar um emprego. Veja o caso das empresas: processos trabalhistas, comentários negativos de clientes e até polêmicas que já foram resolvidas há muito tempo são prejudiciais se aparecem logo na primeira página da busca. O nome sujo no Serasa é fácil de resolver. Mas um escândalo, mesmo depois de solucionado, fica nos resultados de busca. Se não for feita essa limpeza a tempo, a pessoa perde a boa reputação e a empresa perde muitos clientes”, alerta o especialista.
COMO GERAR ESSA TRANSFORMAÇÃO?
Para limpar a reputação é necessário recorrer a um profissional para retirar ou esconder o conteúdo negativo da rede. “Tem empresa que me procura para minimizar comentários negativos de clientes e, em vez deles, mostrar o que já saiu de positivo na imprensa no lugar. Mas também tem pessoas físicas, que foram difamadas ou tiveram seus nomes vinculados a escândalos e precisam limpar o currículo, celebridades que querem se reposicionar de alguma forma, pessoas que querem se desassociar da imagem do ex”, exemplifica Muniz.
De acordo com o especialista, uma das formas de fazer a limpeza do nome é utilizando estratégias de SEO. Assim, os links negativos são empurrados para as últimas páginas dos mecanismos de busca. Ele explica que “assim como podemos colocar um conteúdo na primeira página do Google, também conseguimos arrastá-lo para as últimas páginas. O Google tem vários fatores para determinar o ranqueamento das páginas e sabendo dos fatores a gente pode colocar esse conteúdo negativo nas últimas páginas que são aquelas que raramente alguém vai olhar”.
Para a empresário Ericson Oliveira, proprietário de um espaço para eventos religiosos, confraternizações e casamentos no interior de São Paulo, a técnica funcionou para posicionar sua marca de uma maneira mais positiva. “Além de nos ajudar a colocar o conteúdo mais relevante sobre nossa empresa para quem buscasse especificamente nosso nome no Google, a limpeza ajudou a nos posicionar em relação à concorrência. Nos tornamos destaque para quem busca sítio para casamentos no interior de São Paulo. A busca no Google acaba sendo o melhor anúncio”, diz a empresário.
Segundo Muniz, para limpar um nome “sujo” no Google ou para alavancar uma marca para as primeiras posições do buscador o investimento é alto. Porém, este aporte, que as vezes chega a cinco dígitos, sai mais barato do que conviver com uma imagem manchada na rede.


