Falta de mão de obra freia transformação digital no Brasil

Falta de mão de obra freia transformação digital no Brasil

Um estudo realizado pela consultoria E-Consulting aponta os maiores obstáculos dos CIOs (Chief Information Officer) para tornar real o uso da Transformação Digital nas empresas. Dentre as maiores dificuldades, a falta de mão de obra capacitada lidera a lista com 11%. Em segundo lugar, com 10%, está a dificuldade de comprovar resultados concretos para os acionistas, enquanto que 9% acredita que o problema para o conceito ainda não ter vingando no Brasil é o baixo conhecimento que os profissionais detêm para trabalhar de forma inteligente com dados do usuário, do cliente e do consumidor.

Mesmo diante destes obstáculos, 50% dos entrevistados informam que estão em curso para aderir algumas das tendências ligadas à Transformação Digital, tais como Big Data, Blockchain, Apps, autoatendimento, chatbots, RFID, nanotecnologia, realidade aumentada, dentre outras. O movimento de adoção destas tecnologias é de um futuro próximo, entre 2 a 5 anos.

Perguntados sobre o papel da Transformação Digital, a maioria dos CIOs entrevistados (21%) responderam que o conceito habilitará os negócios das organizações. Um grupo representado por 16% acredita que a função da Transformação Digital é aumentar a eficiência, a agilidade e a simplicidade dos processos nas companhias. Constituem em 12% os executivos que creem no conceito como uma mudança de patamar tecnológico da organização. Já 10% dos CIOs afirmam que o fenômeno é uma resposta à pressão feita atualmente por clientes, consumidores e usuários, que estão cada vez mais conectados e empoderados.

Impulsionadores externos

Quantos aos impulsionadores externos que fariam o CIO investir em Transformação Digital, 16% dos líderes entrevistados escolheram como principal fator a popularização do tripé: revolução tecnológica, universalização de acesso à internet e barateamento das tecnologias. Em contrapartida, a segunda razão mais votada, com 15%, foi a conectividade digital, promovida principalmente pela massificação dos smartphones. Já a pressão competitiva dos concorrentes tradicionais (12%) e a globalização dos mercados, atrelados à amplificação de novos padrões de consumo (11%), também aparecem entre as principais razões de investimento.

Impulsionadores internos

Trazendo para dentro de suas operações, a maioria dos CIOs (12%) investiria em Transformação Digital para atender a uma pressão mercadológica. Um grupo de 10% investiria para ter atualização tecnológica e evolução de arquiteturas, assim como outra ala, formada também por 10%, investiria no conceito para aumentar a sinergia, a produtividade e a redução de custos na operação. Já as novas oportunidades de negócios, de produtos e de serviços animariam 9% dos entrevistados a colocar dinheiro em tecnologias digitais. Possibilidades de conhecer mais o cliente e de diferenciar-se dos concorrentes foi a escolha de 8% e 7% dos entrevistados, respectivamente.

Transformação Digital X Inovação

A pesquisa também constata que a maioria dos CIOs, ou seja 35%, acham que Transformação Digital não tem nenhuma relação direta com inovação. Para 31% dos entrevistados inovação não depende de Transformação Digital, mas é um grande facilitador para as empresas inovarem. Na contramão, 28% acreditam que Transformação Digital é a base da inovação e uma só acontece quando tem a outra.

Daniel Domeneghetti, coordenador do estudo e CEO da E-Consulting, explica que a pesquisa traz a luz a urgência dos CIOs em definir estratégias entendendo a dinâmica entre os clientes, as demandas e os concorrentes. “O mundo mudou e a empresas precisam acompanhar a arena competitiva montada com novos atores da economia. A somatória destas mudanças se concentra na figura do CIO entender o mercado e a concorrência como os principais valores agregados da sua gestão”, completa Domeneghetti.

A pesquisa ouviu 226 CIOs, das 1000 maiores empresas em operação no Brasil, nos últimos cinco meses, para saber como estas lideranças enxergam a Transformação Digital sob os aspectos de definição, obstáculos e expectativas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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