Cada vez mais empresas utilizam a realidade virtual para treinar colaboradores

Cada vez mais empresas utilizam a realidade virtual para treinar colaboradores

Já imaginou um treinamento feito com colaboradores de uma empresa, em que é possível aumentar o nível de aprendizagem e mensurar o resultado de cada um utilizando apenas uma ferramenta para isso, que ainda permite reduzir custos? É, justamente, o que vem proporcionando as novas tecnologias de Realidade Virtual (VR) que, cada vez mais, saltam das telas de computadores e celulares para imergirem o homem num novo mundo virtual mesclado com o real.

Somente em 2017, a tecnologia, que começou forte no mercado de entretenimento e hoje ocupa diversas outras áreas, juntamente com a Realidade Aumentada, movimentou U$S 3,2 bilhões (R$ 12 bilhões) no mercado global, segundo cálculos da IHS Markit, e deve movimentar, aproximadamente, US$ 100 bilhões (R$ 376 bilhões) em 2020. A Agência Casa Mais, uma das pioneiras em Realidade Virtual no Brasil, tem contribuído com este mercado. Um dos seus destaques é o oferecimento de treinamentos corporativos por meio da tecnologia VR, que permite simular situações reais do cotidiano de trabalho, e dar aos avaliadores uma visão das etapas de desenvolvimento de cada um dos participantes, auxiliando a identificar os pontos em que eles precisam melhorar sua eficiência.

Segundo o empresário Fabio Costa, CEO da empresa, “o colaborador é imerso em um vídeo em 360 graus, onde simulamos em um formato lúdico e interativo situações do seu dia a dia de trabalho. No final do filme ele responde perguntas por meio de um QUIZ para analisarmos o seu desempenho e assimilação do conteúdo em Realidade Virtual apresentado”. Ainda segundo o CEO, no final, por meio de um aplicativo criado pela empresa, é gerado um relatório com as estatísticas de desempenho de cada colaborador. Tal prática permite à equipe de Recursos Humanos avaliar as principais carências dos seus profissionais. Além disso, o VR permite às pessoas experimentarem determinadas situações da sua realidade em um ambiente virtual, possibilitando o aprendizado de situações difíceis, sem a necessidade de provocar incidentes perturbadores e tornando o aprendizado muito mais agradável.

Os treinamentos corporativos são atividades práticas comuns nas grandes empresas, seja para melhorar a performance do trabalhador, promover a cultura organizacional, ou ainda, como prevenção de riscos aos profissionais de determinadas áreas. Todavia, de acordo com o empresário, a forma tradicional como muitos desses treinamentos ainda ocorre, por meio de palestras, dinâmicas em grupos, apresentação em power point, acaba contribuindo para torná-los cansativos e demorados, sem contar os altos custos com impressão de materiais como apostilas e gabaritos que, posteriormente, acabam ocupando espaço em armários e arquivos mortos.

Por isso, de acordo com Costa, o novo treinamento vem atraindo cada vez mais empresas, devido ao seu caráter inovador e à capacidade de manter o interesse dos aprendizes, com aulas menos exaustivas que retém mais atenção e aprendizado dos participantes, já que eles estão totalmente imersos, utilizando os óculos de Realidade Virtual. A tendência, segundo o CEO, é aplicar essa nova tecnologia no dia a dia dos colaboradores da empresa.

Recentemente, a agência desenvolveu um projeto de VR para o Itaú Personnalité, focado em treinamento das gerências física e digital do banco. A iniciativa tornou-se um case de sucesso, pois permitiu ao banco customizar as conversas de assessoria por meio de um recurso prático, que dispendeu gastos com deslocamento da equipe, além dos baixos custos de produção. A campanha foi tão positiva e eficaz que ganhou o prêmio Efinance 2018 na categoria “Saúde e Educação”.

O empresário acredita ainda que a ferramenta será uma grande aliada da CIPAS – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. “A Realidade Virtual é uma ferramenta que deve estar dentro de todos os programas relacionados a treinamentos e segurança do trabalhador, especialmente nas indústrias ou em áreas que oferecem riscos aos profissionais, servindo propriamente como complemento dos Equipamentos de Proteção Individual – EPI”, destaca.

Um exemplo é a farmacêutica Sanofi, que utiliza os serviços de VR para capacitar seus colaboradores, apresentando os procedimentos de segurança do trabalho utilizando a Realidade Virtual. A empresa possui mais de 100 colaboradores espalhados entre 100 países. O projeto executado conta com um simples cadastro inicial, seguido por um vídeo imersivo em 360 graus de até oito minutos de duração, com a utilização dos óculos de Realidade Virtual. Para avaliar o conteúdo VR aprendido em cada sessão, os trabalhadores respondem a um quiz com 5 perguntas, gerando, no final, um relatório de mensuração das questões respondidas com os acertos e erros.

A Accor Hotéis é outra empresa que se beneficiou com a tecnologia. Com o intuito de otimizar tempo e logística e, ainda assim, instruir de forma homogeneizada todos os seus funcionários espalhados entre seus mais de 330 hotéis presentes no Brasil, de modo que todos pudessem ter a mesma abordagem com os hóspedes, adotou a Realidade Virtual para treinar os colaboradores. Por meio de uma simulação em VR foi construída uma narrativa em que um cliente se hospeda em um dos hotéis da rede e passa por todo o processo de hospedagem, desde o agendamento realizado pela internet até o checkout. Ao final do treinamento, cada funcionário foi avaliado de uma forma interativa, em que foi mensurado o grau de absorção e aprendizado de cada um.

“Com isso ficou claro como essa nova plataforma, além de resolver o problema de logística da Accor Hotéis, foi eficaz em unificar a informação de forma prática e assertiva, e, para a nossa surpresa, os resultados foram além do esperado, pois com a imersão total durante o treinamento em Realidade Virtual, os colaboradores conseguem reter maior foco e atenção no conteúdo, aumentando assim sua capacidade de absorção e entendimento, além de acompanhar de um modo muito vívido todo o treinamento”, afirma Costa.

O novo treinamento já é aplicado no exterior, como é o caso da rede de varejo norte-americana Walmart, que utiliza a tecnologia VR para simular aos seus lojistas diversos cenários de complexidade que exigem atenção e boas práticas para melhorar o atendimento ao público consumidor. E, aqui no Brasil, vem sendo cada vez mais utilizado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *