Maioria das empresas está deixando para a última hora para se adaptar à LGPD, que vai impactar todas as áreas de negócio

Daqui a 10 meses entra em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados, que impõe regras sobre a coleta e o tratamento de informações de pessoas por empresas e órgãos públicos. Com ela, as empresas, sejam elas pequenas, médias ou de grande porte terão mais responsabilidades no recolhimento e proteção de dados dos clientes. Agora, o preocupante é que muitas empresas estão deixando para a última hora para se adaptarem à nova lei, que vai impactar todas as áreas de negócios do País.
Eu conversei com o especialista em Segurança da Informação da Indyxa, Tiago Brack Miranda, e ele me disse que para as empresas e organizações públicas, a grande mudança com a chegada da nova lei, será fornecer as informações de forma clara e simples, de modo que os consumidores possam saber como seus dados são obtidos, armazenados e compartilhados. Além de possibilitar também a revogação, portabilidade e a retificação de suas informações.
Como se adequar
Eu perguntei ao especialista em Segurança da Informação o que as empresas devem fazer para se adequarem à Lei de Proteção de Dados e ele me explicou que que além dos investimentos adequados em tecnologias para evitar o vazamento ou perda de dados de forma maliciosa, será necessária a adequação documental de acordo com a lei. Políticas e processos deverão ser revisados ou até mesmo elaborados, para serem implementados dentro das empresas. Também é fundamental o ajuste de aspectos internos da empresa, incluindo cultura e treinamento dos funcionários para haver a conscientização sobre o tema.
É essencial ainda que as empresas identifiquem quais dados são manipulados e gerenciados, analisando como eles são armazenados e protegidos de possíveis ameaças, potencializando as políticas de privacidade e segurança da empresa, em conformidade com o que determina a lei.
De acordo com Tiago Miranda torna-se indispensável que as empresas invistam em softwares que identifiquem riscos, façam a gestão das informações, garantindo mais segurança de transferências de dados e controle ao acesso das informações. O especialista aconselha os donos de negócios a contratarem uma consultoria para orientar nas adequações.
Por último, as empresas que vazarem dados de pessoas físicas, depois que a lei entrar em vigor estarão sujeitas a multas de 2% do faturamento a R$ 50 milhões, alerta o especialista da Indyxa.








