Empresas pedem urgência na aprovação da Reforma Tributária

Empresas pedem urgência na aprovação da Reforma Tributária

A pandemia do novo coronavírus continua causando uma série de problemas para a economia e uma grave crise para o setor público e privado. O governo que tinha uma previsão de fechar 2020 com superávit primário, deve terminar o ano acumulando um déficit de mais de R$ 800 bilhões. Por sua vez, as empresas estão sem dinheiro em caixa e há anos reivindicam uma tributação menos complexa e mais justa.

Nesse sentido, a aprovação da reforma tributária se faz cada vez mais urgente. Eu conversei com o sócio da PwC Brasil e especialista em Tributação, Hadler Martines (foto), e ele chama a atenção para o fato de que enquanto duas propostas de reforma tributária tramitam no Congresso Nacional, que são a PEC 45, em análise na Câmara dos Deputados, e a PEC 110, em estudo no Senado Federal, o ministro Paulo Guedes apresentou no dia 21 de julho último a primeira parte da proposta do governo que unifica o PIS e a Cofins, que passam a ser um único imposto, com alíquota de 12%.

Segundo Martines, o governo federal está optando por “fatiar” as propostas. A segunda parte deve apresentar alteração na cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que deverá incidir apenas sobre cigarros e bebidas.

Urgência

O especialista em tributação me disse que o ideal seria discutir uma reforma tributária ampla num momento de normalidade. Porém, a pandemia trouxe urgência e impôs a necessidade uma mudança rápida, uma vez que as empresas brasileiras em função da alta carga tributária em relação às suas concorrentes fora do País, estão perdendo competitividade. Por sua vez, a economia está mudando, se tornando cada vez mais digital, e isso impõe alterações.

Hadler Martínes me explicou que no caso do Imposto de Renda corporativo, as empresas brasileiras pagam uma alíquota de 34%. Os Estados Unidos reduziram a alíquota do IR corporativo para 20% e foi seguido por vários países, para que as empresas continuassem competitivas. O diretor da PwC espera que aqui no Brasil também se faça o mesmo para que as companhias não percam a competitividade. Ele também acredita que a reforma contemplará a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento, e vai diminuir o imposto sobre consumo.

Consumo

Em se tratando de consumo, Martines alerta sobre a complexidade da tributação sobre o consumo. “Do total da arrecadação brasileira, 50% são provenientes dos tributos que incidem sobre o consumo, o que acaba onerando o preço dos produtos e diminuindo o poder aquisitivo da população, principalmente os consumidores de baixa renda. Nos países desenvolvidos, a média é de 38%”, informa.

Na avaliação do sócio da PwC Brasil, o que precisa mesmo acabar é a complexidade do sistema tributário. Atualmente, existem no Brasil 63 tributos, taxas e contribuições. Só para se ter uma ideia, uma empresa brasileira gasta 1.958 horas para cumprir as regras tributárias, e só perde para a Bolívia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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