Mercado de arte se une para driblar efeitos da pandemia
O ano de 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus, que afetou todas as esferas da sociedade, exigindo uma grande capacidade de adaptação e criatividade por parte de pessoas e empresas para encontrar um novo modo de viver. No mundo da arte não poderia ser diferente, e surgiram iniciativas online, colaborativas e até sociais, que mostram que mesmo no meio de uma situação tão difícil ainda existe espaço para a arte no cotidiano da população.
Espaços que são vistos como essencialmente comerciais, como as galerias de arte, encontraram soluções criativas para driblar o momento e assegurar que artistas e equipe estivessem seguros e com seus empregos garantidos. Para a OMA Galeria, localizada no grande ABC, uma das alternativas encontradas foi a exploração do conteúdo na forma online, com conteúdos em diversas redes sociais, o que aumentou substancialmente o alcance da galeria, uma vez que fisicamente costuma haver alguma resistência à visitação por parte do público.
Alternativas para sobreviver
Com as escolas fechadas, arte educadores também se viram diretamente impactados, e a mesma galeria, que tem ativo seu braço educativo há 8 anos, aproveitou o tempo teoricamente ocioso dos profissionais para desenvolver um curso de especialização em arte-educação, visando que o tempo seja utilizado para formação e aperfeiçoamento interno e de outros profissionais que venham a acessar este conteúdo.
Do ponto de vista do comércio de obras, alternativas para manter o mercado aquecido foram elaboradas em parcerias com outras galerias, que enfrentaram o mesmo dilema. E o resultado, ao final de 3 meses das ações do grupo P.art.ilha, além de satisfatório, também viabilizou doações de recursos diretamente a instituições carentes, que trabalham na linha de frente com as desigualdades. Para o galerista Thomaz Pacheco, “Não é o caso de comemorar o ano que se passou, mas a possibilidade de termos nos mantido ativos é algo a ser celebrado”.
Retomada dos eventos em 2021
Para o ano de 2021, as expectativas se voltam para a retomada dos eventos presenciais, mas sem esquecer da responsabilidade enquanto um espaço formador de pensamento crítico, não ignorando a situação pandêmica.
A atuação mais intensa nas redes abriu portas para um alcance internacional, já que na internet a distância não é um problema. Com isso, as fronteiras foram expandidas e, caso os desdobramentos da pandemia permitam, o ano vindouro já deve começar com uma exposição individual do artista Andrey Rossi em Nova Iorque.


