Com retomada do comércio exterior, Mundial prevê crescimento de 17%

exportacoes.jpgDepois das dificuldades do setor de Comércio Exterior em 2012 desencadeadas pela crise na Europa, desvalorização do Real e das constantes greves das autoridades aduaneiras, a perspectiva para este ano é positiva. O Brasil deve crescer de 5 a 6% em 2013 e o crescente interesse das pequenas e médias empresas por importar máquinas e equipamentos e exportar produtos de valor agregado, gera otimismo entre as empresas que atuam nos processos aduaneiros. Segundo Jorge Lima, sócio-fundador e diretor comercial da Mundial Import & Export Solutions, uma das mais importantes e completas empresas de comércio exterior do Paraná, a previsão é que os seus negócios cresçam aproximadamente 17% neste ano. Estamos preparados para este crescimento. No atendimento á s exportações, apostamos nas empresas que mantém relacionamento com a economia americana, que deu sinais de recuperação no último trimestre do ano passado. Sem dúvida, os produtos brasileiros têm boa entrada neste mercado. Além disso, identificamos o movimento das pequenas e médias empresas em direção ao comércio internacional. No ano passado, o volume de serviço para clientes com esse perfil aumentou 15%”, explica.

Já os processos de importação retoma o fôlego e têm espaço para ampliações. Segundo dados do Banco Mundial, o país é o que menos importa produtos do exterior. O Paraná é o terceiro estado que mais importa, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. No nosso caso, a maioria das importações é feita por indústrias e como esse setor desacelerou em 2012, as importações caíram. No entanto, as empresas começaram 2013 em franca recuperação”, complementa Lima.

A análise da Balança Comercial das primeiras três semanas de janeiro confirmam a opinião do diretor da Mundial. A média diária até a 3ª semana de janeiro foi de US$ 938,0 milhões, isso significa 18,3% acima da média de todo o mês de janeiro de 2012 (US$ 793,1 milhões) e 7,2% superior á  média de dezembro de 2012 (US$ 875,0 milhões).

No comparativo com o mesmo peíodo do ano passado os gastos aumentaram, principalmente, com aeronaves e peças (+59,6%), produtos diversos das indústrias químicas (+57,9%), combustíveis e lubrificantes (+51,9%), produtos farmacêuticos (+48,0%), químicos orgá¢nicos e inorgá¢nicos (+25,3%) e plásticos e obras (+24,3%). Em relação a dezembro de 2012, houve acréscimo nos equipamentos elétricos/eletrônicos (+34,1%), plásticos e obras (+28,0%), produtos diversos das indústrias químicas (+26,1%), aeronaves e peças (+25,9%), combustíveis e lubrificantes (+25,2%), borracha e obras (+24,1%) e produtos siderúrgicos (+17,7%).

Soma

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