Dólar já subiu 10% este ano e bolsa caiu 21%. O que empresas e investidores devem fazer?
Enquanto o dólar já valorizou mais de 10% este ano, o índice da Bolsa de Valores caiu 21%. Diante da instabilidade do mercado, tanto o investidor pessoa física quanto os empresários se mostram bastante apreensivos. Com o dólar batendo a casa de R$ 2,25, fazer investimento em dólar é arriscado, mesmo porque ainda não há uma tendência clara do que vai acontecer com a moeda norte-americana. Mesmo assim, os analistas de mercado estão prevendo mais valorizações do dólar em relação ao real, pelo menos até agosto. Para as empresas que têm dívidas em dólar ou euro, a melhor opção neste momento é se proteger, seja através de uma operação de hedge, ou então aplicando o valor da dívida num fundo indexado ao dólar ou euro.
No caso do investidor em bolsa a situação é bem complicada. Algumas ações caíram muito mais do que o índice Bovespa. Os papéis das Petrobras, por exemplo, desvalorizaram 60% desde maio de 2008, quando começou a crise global. Já as ações da Vale caíram quase 40% nos últimos quatro anos. E o pior de tudo é que a situação não deve melhorar no curto prazo. Diante da crise de governabilidade e com protestos da população crescendo, os investidores internacionais olham para o Brasil com medo e reagem com irracionalidade, preferindo vender suas ações. Consequentemente, nossa bolsa vai cair mais.
Quem tem ações não deve vender neste momento, pois terá grandes prejuízos. Quem quer comprar ações motivado pelas baixas cotações deve tomar cuidado e visar apenas o longo prazo. Uma dica importante para que o investidor não fique perdido na hora de comprar ou vender ações, é que no momento da compra, ele determine um “stop” de perdas, ou seja, que estipule qual é o limite de perda que aceita ter. Cada um sabe onde o calo aperta. Não é boa ideia fazer isso num momento de necessidade, pois esse momento pode coincidir justamente com a queda das ações.








