Pesquisa inédita revela perfil dos investidores anjos
Foi apresentada nesta quarta-feira (3) durante o 1º Congresso de Investimento Anjo 2013 da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos de fomento do investimento anjo para apoio ao empreendedorismo, por seu fundador Cassio Spina, a pesquisa sobre o perfil dos investidores anjo brasileiros. A pesquisa mapeou os dados básicos do perfil dos investidores.
No caso do sexo, a predominância masculina ainda é quase absoluta, representada por 98% do sexo masculino, tendo apenas 2% do sexo feminino. Já a idade média dos investidores anjo é de 44,3 anos, com mínima de 25 anos e máxima de 67 anos. Ficou comprovada que a atividade principal dos investidores anjo é como Empresários/Empreendedores, com 50% do total; os outros 50% são divididos entre executivos (29%), Profissionais Liberais (6%), Outros (2%) e os restantes 13% são por profissionais dedicados a investimento.
Tendo em vista a atividade de investimento anjo não ser a principal da maioria dos pesquisados, a dedicação média para a atividade é de 25% do seu tempo total disponível. A pesquisa também apurou os principais indicadores da atividade de investimento anjo, como uma média de 2,5 investimentos por investidor anjo, demonstrando que ainda estão na fase de formação de carteira, o que é corroborado pela média prevista de efetivarem 4,1 investimentos nos próximos dois anos, aplicando em média um total de R$ 416 mil por cada investidor.
A pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores, sendo apontado por 75% dos entrevistados a área de TI, 56% aplicativos para smartphones, 44% saúde/biotecnologia, 42% e-commerce, 38% de educação, 35% de entretenimento e 13% de outros setores.
Por fim, foi perguntado para cada entrevistado, qual o maior desafio que o investidor tem, qual grau de dificuldade ele considera para superá-los, ficando em primeiro lugar a falta de estímulos fiscais com média 3,2 (de um máximo de 4), seguido por dificuldades de desinvestimento e de receber projetos bons, ambos com média 3, a preocupação com passivos que a empresa venha a adquirir ficou com nota 2,8, entretanto cabe destacar que como a pesquisa é sobre investidores ativos, estes de certa forma já assumiram este risco, pois quando avaliamos potenciais investidores, este é primeiro item apontado pelos mesmos. Os itens de risco de investimento e encontrar coinvestidores ficaram com notas 2,5 e 2,4 respectivamente.
A pesquisa permite concluir que o investidor anjo ainda está em fase de desenvolvimento por ainda ter um número pequeno de investimentos efetivados, mas tem apetite para quase triplicar sua carteira atual, passando da média de 2,5 investidas para 6,6, demonstrando o potencial de crescimento e considerando sua disposição de investirem R$ 416 mil em média nos próximos dois anos, considerando que há uma base atual de 6.300 investidores anjo com perspectiva de um crescimento de até 20%, há um potencial total de investimento de mais de R$ 3,1 bilhões para o período de 2013/2014. Entretanto, para que isto se efetive, faz-se necessária adoção de políticas de incentivo fiscal como as já aplicadas para outros setores como a construção civil e a automobilística, tendo em vista esta ser a principal dificuldade apontada pelos investidores atuais, bem como o provimento de proteção jurídica para a entrada de novos investidores no mercado.


