Política fiscal ficará mais rígida em 2015

As empresas estão dedicando boa parte do seu tempo ao planejamento tributário porque presenciam, no dia a dia, a eficiência interna como motor propulsor de ganhos e competitividade no mercado. Aliado a isso, há sinais de que a política econômica deve ser alterada para 2015, interferindo diretamente no sistema tributário nacional.
O diretor da Pactum Consultoria Empresarial, Gilson Faust, prevê que a política fiscal ficará mais dura a partir do ano que vem. “É o momento de as empresas avaliarem sua eficiência operacional tributária para se preparar para possíveis cenários de maior austeridade na política fiscal brasileira”, alerta ele.
Faust avalia que o mercado vem sinalizando para a necessidade urgente de o governo combater o déficit fiscal via incremento de arrecadação tributária. Em agosto, por exemplo, as contas do governo apresentaram déficit de R$ 10,4 bilhões. “Isso sinaliza aos empresários que é preciso planejar sob a ótica de que provavelmente o sistema tributário, a partir do ano que vem, não será o mesmo deste ano. Num ambiente de estagflação como vivemos, uma das medidas a adotar é o combate ao déficit público, diminuição das despesas e aumento da arrecadação”, observa.
Segundo ele, vai ser um ano atípico na área fiscal com perspectivas de um quadro pior e medidas que não são benéficas ao setor produtivo. “Está na hora de toda inteligência estratégica ser utilizada para estruturar o melhor modelo de operação empresarial, ou seja, com o menor risco e a menor carga tributária. A complexidade do sistema tributário brasileiro oferece, na verdade, oportunidade para que cada empresa desenvolva um modelo mais eficiente. O sistema, formado por uma grande e complexa quantidade de normas, cria condições de conceber alternativas de planejamento tributário”, conclui o diretor da Pactum Consultoria Empresarial.








