Entidades de classe se unem para protestar contra o aumento do ITBI e IPTU em Curitiba

Gustavo Selig
Gustavo Selig

A AsBEA-PR, o Sinduscon-PR, a Ademi-PR, o Secovi-PR e a Associação Comercial do Paraná uniram esforços na última semana para solicitar à Prefeitura de Curitiba que retire da Câmara de Vereadores o projeto de lei complementar, que visa aumentar a alíquota do Imposto sobre Transmissão Intervivos de Bens Imóveis (ITBI) e do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a partir de 2015.  A intenção da administração municipal é elevar a alíquota do ITBI de 2,4% para 2,9%, o que representa um aumento de 20,83%. No IPTU, o acréscimo para imóveis edificados seria de 5%, mais o IPCA acumulado em 2014, e para imóveis não edificados, correção de 8%, mais IPCA.

Os presidentes das referidas entidades avaliam que aumentar tributos em um momento em que o mercado está recessivo significa inibir os investimentos, inviabilizar a geração de negócios e onerar o contribuinte, o que impactaria negativamente na arrecadação do município.   Na avaliação do presidente do Sinduscon-PR, José Eugenio Gizzi, o poder público deveria viabilizar a racionalização da burocracia em procedimentos de licenciamento, o que poderia antecipar em 18 e 24 meses a entrega de imóveis na cidade, e consequentemente antecipar a arrecadação de tributos como ITPU, ITBI e ISS. “Um estudo recente desenvolvido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção revelou que o imóvel custa 12% mais caro hoje por conta da burocracia excessiva. Quer dizer, otimizando processos, é possível que mais pessoas tenham condições de comprar a casa própria ou investir em uma habitação melhor”, destaca.

Para o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), Gustavo Selig, a aprovação do reajuste pode causar uma retração no mercado imobiliário. “Não se pode esquecer que, no final, quem paga essa conta é o cliente, o que pode levar a uma grave restrição do seu poder de compra. Nosso receio não é apenas quanto aos prejuízos na venda do imóvel, mas também em relação ao aumento da informalidade no setor, ou seja, que as pessoas comprem o imóvel e demorem a fazer o registro em função do aumento dos custos”, argumenta.

Keiro Yamawaki, presidente da AsBEA-PR (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura do Paraná), também se posicionou a respeito dos reajustes. “Como prestadores de serviço, sentiremos muito esse aumento, que irá desacelerar o mercado imobiliário e o comércio como um todo. A melhor alternativa para acelerar e antecipar a arrecadação seria a redução da burocracia para a maior agilidade na entrega dos imóveis”, argumenta o arquiteto.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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