Vacinação contra a gripe reduz faltas ao trabalho em 50%

vacinaçãoSegundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias geradas por casos de agravamento da gripe e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza. A campanha, realizada pelo governo em todo o país, não englobou a totalidade da população: apenas pessoas com mais de 60 anos, crianças com idade entre 6 meses e 5 anos incompletos, indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, população carcerária, profissionais de saúde e os que atuam no sistema prisional, além de doentes crônicos. A meta inicial era atingir ao menos 80% desse público, mas muitos estados prorrogaram as vacinações, pois apenas 40% dos grupos prioritários receberam a dose.

Enquanto isso, professores e outros trabalhadores que, muitas vezes, passam o dia em salas fechadas e utilizam o transporte público, são expostos diariamente ao vírus da gripe e, se quiserem se proteger, devem arcar com o custo da vacina pela rede particular, que sai em torno de R$ 80. Porém, algumas empresas investem na imunização dos funcionários. O Grupo Positivo, por exemplo, promove anualmente a campanha de vacinação contra a gripe. Podem participar todos os colaboradores e também dependentes interessados. Neste ano, já foram vacinados cerca de quatro mil colaboradores, de todas as empresas do Grupo.

Na opinião de Wilson Bremer, gerente corporativo de Recursos Humanos do Positivo, “a vacinação é importante tanto para os colaboradores como para a empresa, pois dessa forma garantimos o bem estar da nossa equipe e de seus familiares e também reduzimos dias de afastamento na empresa, além de proporcionar um ambiente de trabalho mais agradável e saudável para todos”.

A Sociedade Brasileira de Imunização mostra que a vacinação contra a gripe também reduz em 50% os índices de faltas no trabalho e melhora o rendimento do profissional. De acordo com a coordenadora de RH da Universidade Positivo (UP), Silvia Staron, a ausência de colaboradores ao trabalho gera, ao menos, quatro consequências para a companhia: perda de produtividade do trabalhador ausente; horas extras ou aumento de demanda de trabalho para outros empregados; diminuição da produtividade total; e custos incorridos do possível auxílio temporário, podendo gerar perda de negócios e/ou clientes insatisfeitos.

Um estudo do médico do trabalho Eduardo Arantes mostra que, para cada R$ 1 investido em vacina, a empresa possui um retorno de R$ 3,50 com a redução do absenteísmo. O 6º Benchmarking Paranaense de Recursos Humanos de 2014, organizado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos do Paraná (ABRH-PR), revela que o absenteísmo nas companhias do estado foi de 2,6%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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