Revisão da norma de contabilidade aplicada às PMEs está em audiência

O Conselho Federal de Contabilidade colocou em Audiência Pública a revisão da Norma Brasileira de Contabilidade Técnica Geral (NBC TG) 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs). A revisão traz a possibilidade de as empresas que não adotaram a norma quando da sua entrada em vigor possam fazer agora. Ao todo, 55 itens serão alterados.

O Conselho Internacional de Normas de Contabilidade (IASB, na sigla em inglês), órgão emissor das regras internacionais voltadas à contabilidade do setor privado, revisa as normas a cada três anos. “Todas as normas precisam passar por revisões periodicamente, uma vez que, no mundo corporativo, a dinâmica é grande”, afirma o conselheiro do CFC e integrante do Grupo de Estudos (GE) para revisão da NBC TG 1000, Paulo Schnorr. A norma foi convergida em 2009, e como a regra internacional que trata do assunto terminou sua revisão em 2015 o dispositivo brasileiro está sendo adequado. Essa é a primeira grande alteração pela qual a norma passa.

Ao adotar pela primeira vez a NBC TG 1000 a empresa deve informar o fato nas Notas Explicativas. As empresas que, em 2010, não adotaram a norma – integral ou parcialmente – e não informaram nas Notas Explicativas que a estavam adotando, podem a partir de agora, adotar a regra e informar na Nota Explicativa que esta é a primeira vez que seguem a norma para pequenas e médias empresas, sem que o profissional da contabilidade tenha que responder por isso. A possibilidade é vedada para as empresas que tenham informado nas Notas Técnicas a adoção.

A revisão traz também o esclarecimento de que todas as subsidiárias adquiridas com a intenção de venda ou alienação dentro de um ano serão excluídas da consolidação. Orienta, ainda, sobre como contabilizar e divulgar essas subsidiárias. Para as entidades de um grupo com diferentes datas de demonstração contábil, a revisão traz orientação sobre como deve ser realizada sua consolidação. Outra novidade é a possibilidade de mensurar os títulos patrimoniais pelo valor justo.

Os profissionais da contabilidade responsáveis por demonstrações contábeis que não cumprirem as normas brasileiras podem responder por isso. “Realizar um demonstrativo sem levar em consideração todas as regras da norma mostra desconhecimento das Normas Brasileiras de Contabilidade, e isso é passível de penalidade”, afirma Schnorr.

A NBC TG 1000 se aplica à maior parte das empresas do País. Segundo dados do Sebrae, 95% das companhias brasileiras são pequenos negócios. “As mudanças impactarão nas empresas pelo volume, são 55 itens, mas não pela complexidade ou profundidade das mudanças”, afirma a coordenadora do GE, conselheira Regina Vilanova.

Para as microempresas e empresas de pequeno porte, o CFC publicou, em 2012, a Interpretação Técnica Geral (ITG) 1000, que estabelece procedimentos simplificados da NBC TG 1000. Regina afirma que o grupo ainda está estudando os impactos da revisão da norma na interpretação. “Até o momento não observamos a necessidade de alteração na ITG 1000, mas estamos analisando as mudanças para identificar se não há, mesmo, a necessidade”.

A revisão da NBC TG 1000 está em audiência pública no site do CFC (confira aqui). Sugestões e comentários podem ser enviados até 17/8 para [email protected].

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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