Sete atitudes que desclassificam candidatos de estágio e trainee

Kiko Campos.
Kiko Campos.

As regras de etiqueta são fundamentais tanto no trato social como no mundo corporativo. Modelos de conduta e conhecimentos que vão da postura, até a forma de se comunicar verbalmente e visualmente podem definir a vida profissional das pessoas.

Quando o jovem inicia sua atuação no mercado de trabalho, até mesmo por sua inexperiência no ambiente corporativo, ele se depara com muitas dúvidas: Como me comportar em uma entrevista? Será que tenho conhecimento suficiente para a vaga? O que e como eu devo falar com o entrevistador? Essas informações básicas, muitas vezes e infelizmente, não são transmitidas na escola e nem no convívio familiar, porém são imprescindíveis para um assertivo início no mercado de trabalho. São conselhos e atitudes básicas que irão nortear a carreira dos novos profissionais.

Com o avanço da tecnologia, muitas entrevistas passaram a ser online. Essa transformação é benéfica para os candidatos, que são contratados de forma mais rápida e eficiente. Porém, muitos não se atentam para o fato de que as regras de etiqueta que se aplicam em uma entrevista pessoal é a mesma, ou até mais, válida via web. Isso porque, em uma entrevista gravada, por exemplo, esta é a única oportunidade do jovem de demonstrar seu profissionalismo.
Baseado nos mais de 19 anos de experiência em atração e seleção de jovens, apresento aqui algumas das principais sugestões que irão nortear os passos do aprendiz corporativo.

1. Falar corretamente
Entrevista não é um bate papo entre amigos. Por mais informal que seja a empresa que está recrutando o jovem, usar gírias ou tratar o entrevistador como amigo pode desclassificar o candidato.

2. Postura
As redes sociais e as mensagens instantâneas estão bombando, mas desligue-se disso na hora da entrevista. Nada de checar suas notificações em frente ao entrevistador. Desligue o celular, para evitar que ele toque ou fique vibrando durante a avaliação. Pega mal!

3. Cultura geral
Em um processo de estágio ou trainee, é normal encontrar jovens com pouca (e até nenhuma) experiência profissional. Se esse for o seu caso, utilize exemplos do Ensino Médio e trabalhos em grupo durante a entrevista. Trazer esse tipo de vivência é muito mais rico e demonstra que o candidato possui facilidade em conectar diversos assuntos.

4. Apresentação
Mesmo se a entrevista for online, é importante estar vestido adequadamente. Aposte em roupas básicas e mais formais, como camisas. No caso das mulheres, evite decotes e roupas justas demais.

5. Ambiente
Entrevistas online são avaliadas da mesma forma que as presenciais. Portanto, observe o local onde grava o vídeo-entrevista. Cozinha, banheiro ou em cima da cama não podem ser plano de fundo. Bagunça no quarto, telefone tocando, cachorro passando atrás também podem desclassificá-lo.

6. Inteligência emocional
Pense em três de suas maiores qualidades e peça para que três de seus amigos falem sobre suas melhores virtudes. Veja se suas respostas coincidem. Desta forma, você verá com mais clareza quais são suas fortalezas e, ao ser questionado durante uma entrevista, você não será pego de surpresa. Do contrário você pode ficar intimidado e, em alguns casos, transpirar, gaguejar ou ficar nervoso.

7. Agilidade na aprendizagem
Qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? A geração de hoje tem aversão aos riscos. Porém, é importante realizar atividades que fogem da zona de conforto e o incentive a pensar e agir com rapidez. Ter a capacidade de lidar com algo complexo e conseguir solucioná-lo de forma eficaz e ágil é a forma de descobrir o potencial das pessoas no trabalho. E isso conta muito em um processo seletivo!

O modo como o profissional se comporta, corporativamente, deve ter coerência e seguir os padrões aceitos socialmente como adequados, independente da linha de negócio da empresa. O jovem mostra, hoje, fragilidades em um quesito básico, que é o comportamental. Ele pode até ter os conhecimentos exigidos, saber línguas estrangeiras e estar apto a desempenhar funções em uma empresa, mas em alguns casos, falta postura, etiqueta e até humildade, respeito à hierarquia e bom-senso.

Uma postura adequada e consciente abre portas, cria empatia e mostra credibilidade, requisitos básicos para se conquistar um trabalho e se manter nele em um competitivo mercado de trabalho.

O artigo foi escrito por Kiko Campos, que é CEO da Across. O especialista possui mais de 19 anos de experiência na geração de valor, realizando trabalhos como: pesquisa, mapeamento e desenvolvimento de plano estratégico, desenho e implantação de modelos de gestão, liderança e gestão de negócios desenho de arquitetura educacional e palestrante com mais de 500 apresentações para as principais empresas no Brasil com temas ligados a Estratégia de Negócios, Liderança e Gestão de Pessoas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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